Após três jogos, o Palmeiras, enfim, venceu. Jogando quase todo o segundo tempo com dois jogadores a mais, a equipe se mostrou bagunçada em campo, mas conseguiu marcar os gols que faltaram nas últimas partidas e foi capaz de vencer o Paulista por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Pacaembu. Mas não agradou, a ponto de ser intensamente vaiado.
O time de Gilson Kleina precisou de menos de dois minutos para balançar as redes, mas com a ajuda do zagueiro Dráusio, que se atrapalhou com o goleiro Richard e fez contra. O clube de Jundiaí ainda empatou com Marcelo Macedo, aos 13, e até dominava no primeiro tempo. Mas um cruzamento de Patrick Vieira na cabeça de Vilson definiu o placar ainda aos 44 minutos do primeiro tempo.
Aos 45 da etapa inicial, o meia Renato foi expulso por chutar Valdivia. Aos 11 do segundo tempo, foi a vez de o volante Matheus receber o cartão vermelho. Superioridade numérica que escondeu os problemas do Verdão, com atletas mostrando não saber ou respeitar seu posicionamento em campo. Fernando Prass precisou fazer grandes defesas para evitar o empate.
Problemas táticos à parte, o Palmeiras somou três pontos e figura na sexta posição, com 20. No domingo, às 16 horas (de Brasília) o time visita o São Caetano no ABC com o objetivo de ficar entre os quatro primeiros colocados. No mesmo dia, o Paulista, 12º colocado a quatro pontos da zona de rebaixamento, recebe o Botafogo às 18h30.
Depois de três jogos, finalmente o Verdão balançou as redes. E o quadro parecia perfeito, com Patrick Vieira aparecendo bem na ponta direita, sempre como opção de passe para Valdivia e com Kleber como alvo nos passes na área. Na esquerda, Vinicius tinha menos dificuldades com Marcelo Oliveira descendo mais do que costuma. O time estava tão ofensivo que só Weldinho e os zagueiros ficavam atrás do meio-campo.
Mas este time do Palmeiras parece não ter aprendido ainda a lidar com adversidades. E o problema com a defesa continua. De tanto aproveitar passes errados nas insistentes ligações diretas tentadas pelos comandados de Gilson Kleina, o Paulista foi deixando de ter, no mínimo, sete atletas atrás da linha da bola para ir avançando.
Aos 13 minutos, uma dessas falhas foi decisiva. Em contra-ataque puxado com velocidade, a bola sobrou para Hudson bater cruzado. Marcelo Macedo só teve o trabalho de desviar para empatar, sob protestos de jogadores e torcedores do Palmeiras, que cobravam impedimento inexistente porque Mauricio Ramos dava condição ao atacante da equipe visitante.
Atrás, a zaga e até o goleiro Fernando Prass trabalhavam como armadores para o Paulista, que carimbou o travessão em cobrança de falta de Rodolfo. As vaias já eram preparadas quando Patrick Vieira arrancou pela direita e viu Vilson posicionado como centroavante. O cruzamento foi preciso para o camisa 15 fazer 2 a 1 aos 44 minutos.
No minuto seguinte, Renato acertou Valdivia no chão e recebeu cartão vermelho. O sentimento de alívio dominou o estádio. Para evitar problemas, Kleina trocou Marcelo Oliveira por Juninho, tentando manter a superioridade numérica. Só faltou a equipe mostrar isso em campo.
O atacante Cassiano driblava e limpava como queria na defesa palmeirense. Quem começou a ver o jogo no intervalo, dificilmente acreditaria que o Verdão tinha um jogador a mais. Até porque, aos 11 minutos, Henrique salvou um novo empate em cima da linha, em contra-ataque criado pelo árbitro Luiz Flavio de Oliveira, que cortou passe de Márcio Araújo no ataque.
Pelo que foi visto nesta quinta-feira, dar campo ao Verdão não tinha problema. Kleina mexeu no time, mas os jogadores continuavam mostrando não ter posição. Mesmo com dois a mais, era nítido até nos olhos da torcida a tensão por algum contra-ataque, já que Fernando Prass precisou executar grandes defesas. Na frente, a equipe criava menos e, quando o fazia, finalizava muito mal.
Mas, com os mesmos problemas das derrotas para Libertad e Tigre e do empate com o São Paulo, o Palmeiras, finalmente, voltou a vencer e marcar gol. A bagunça, nesta noite, não custou os três pontos. Apesar das vaias da torcida.
