Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Com quatro volantes, meio-campo do Verdão busca forma de atacar mais

William Correia São Paulo (SP)

Gilson Kleina surpreendeu com a escalação de quatro volantes na vitória sobre o Botafogo-SP e manteve a formação para enfrentar o Santos, já com a indicação de que o quarteto será repetido nesta quarta-feira, contra o Mirassol. Mas o 0 a 0 no clássico deixou uma impressão que até meio-campistas concordam: o time fica com a bola, mas não sabe lançá-la ou chutá-la a gol como deveria.

A opinião é de Márcio Araújo, volante mais recuado do esquema. “Os quatro que o Kleina tem colocado conseguem jogar, segurar a bola, sair com rapidez do meio para frente. Isso facilita. Só tem que criar um pouco mais, estamos segurando um pouco a bola atrás. Tem que acelerar na frente para criar”, comentou.

Diante do Santos, a falta de criatividade foi clara, já que as chances surgiram basicamente de chutes de fora da área, com raras tabelas para se aproximar da meta. “Ainda chutamos, mas temos que rodar mais a bola. Como temos aproveitado atrás, também temos que tocar do meio para frente”, prosseguiu Márcio Araújo.

Responsável pela maioria dos arremates, Léo Gago não contesta tanto e até se anima. “O rodízio no meio-campo está sendo bem feito. É muito bom porque confunde a marcação do adversário e quem não ataca, descansa. Com a posse de bola, nos desgastamos menos e temos mais chances de fazer gol ou uma jogada boa”, apostou. “Claro que às vezes mando a bola lá na lua, mas quem não arrisca não faz. Uma hora o chute vai entrar e vamos sair com resultado positivo.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Léo Gago sofre carregando a bola: com raras tabelas, meio-campistas avançam só para chutar de longe
Na retaguarda, ao menos, os sustos diminuíram. Para alívio de Fernando Prass, que terminou as duas últimas partidas sem levar gol. “A nossa qualidade na posse de bola é muito boa. Estando com a bola, por mais que você não crie – e estamos criando –, você faz com que o adversário não chegue e o faz correr”, disse o goleiro, que até minimizou suas decisivas defesas em cabeçada de Cícero e de cara para Giva. “Foi tudo dentro da proposta do Kleina.”

E nesta proposta até Wesley, que já pediu publicamente seguidas vezes para jogar como segundo volante, se mostra menos incomodado por atuar como meia. “Jogamos assim contra o Botafogo-SP e fizemos gol. Tem dias que as coisas acontecem e tem dias que não. Vamos dar continuidade”, aprovou, ressaltando evolução.

“Procuramos sempre trabalhar no dia a dia o toque de bola, ter tranquilidade e paciência com ela e o time ir para o ataque. A equipe está conseguindo ficar mais com a bola e estamos crescendo, tem que enaltecer isso”, comemorou Wesley, já esperançoso independentemente de estar na sua posição.

“Está começando um bom trabalho e tomara que na frente, com todos crescendo, consigamos sair com resultados positivo. Estamos no caminho certo, com todos correndo, ajudando e formando uma equipe boa. Vamos ver o que vem pela frente”, projetou.

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