André Luiz foi apresentado pelo Palmeiras no dia seguinte à confusão em aeroporto argentino com membros da Mancha Alviverde atirando xícaras que cortaram a cabeça de Fernando Prass. Mas o zagueiro se dizia feliz no clube. Independentemente do episódio, foi a paixão das torcidas brasileiras que o fez deixar o Nancy, da França, após sete anos e meio.
“Eu tinha vontade de voltar para jogar aqui, sentia vontade quando via a torcida. O Campeonato Francês não tem torcida igual, e me dava vontade de voltar para sentir pressão, essas coisas. Lá, não tinha muito”, comentou o novo camisa 33, que esteve perto do Vitória e negociava com o Vasco antes de chegar ao Verdão de graça com contrato até dezembro. “Não pensei em nada, aceitei pela grandeza do clube. Queria um clube grande e tive chance de vir”, comemorou.
“E não tenho medo. Vou dar todo meu suor e com o torcedor vendo o jogador se entregar, mesmo não jogando bem, não vai haver problemas. Não vou ter problemas com meu comprometimento”, assegurou o jogador, que, ao receber o seu uniforme na apresentação oficial, ouviu o presidente Paulo Nobre dizer que tem certeza de que ele será ídolo por sua garra.

A confusão em Buenos Aires não o assustou. “Saí da França com tudo tranquilo e cheguei com essa confusão toda. Mas clube grande tem pressão, faz parte”, sorriu, evitando falar do episódio porque não estava presente, mas lembrando que mesmo times que hoje está em harmonia com a torcida enfrentam períodos turbulentos.
“Passei pelo Atlético-MG de 2003 a 2005 e senti a pressão. A torcida lá agora está maravilhosa com o time ganhando tudo, ajuda. Mas quando começa a perder, toda torcida é igual. Todo clube grande no Brasil tem pressão, não só o Palmeiras. E estou preparado para isso”, frisou.
