A derrota para o Libertad tirou o Palmeiras da faixa que dá vaga na próxima fase da Libertadores, derrubando o time para o terceiro lugar no grupo 2 da Libertadores – classificam-se dois em cada chave. Mas Gilson Kleina lembra que ainda faltam quatro rodadas, e com um diferencial para seus concorrentes: foi o único que já enfrentou o time paraguaio em Assunção.
“Todos vão vir jogar aqui, e o Libertad é um time forte”, disse o técnico, que sempre apontou a equipe do coração de Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, como uma das favoritas no grupo e aposta que o Sporting Cristal, do Peru, e o Tigre, da Argentina, podem também voltar do Paraguai sem nenhum ponto.
Após dois jogos, o Verdão tem três pontos, assim como o Sporting Cristal, mas está atrás dos peruanos no saldo de gols (1 contra -1). A liderança é do Libertad, que somou seis pontos e serve de exemplo para o Palmeiras, já que estreou vencendo o Tigre na Argentina – o vice-campeão da Sul-americana será visitado pelo time de Kleina na quarta-feira.
“É um torneio, pontuar fora é necessário. Embolou o grupo, todo jogo passa a ser de grande porte”, definiu. “Precisamos competir, entrar muito mais acesos e entender que Libertadores é assim. É trabalhar e levantar a cabeça sabendo que precisamos reverter na quarta-feira.”
Por isso, a ideia é que a partida no Paraguai, no primeiro jogo no exterior em uma Libertadores para a maioria do elenco e também Kleina, sirva de lição. “O Tigre é um time de muito contato, muita pegada, muita força. Temos de entender que precisamos recompor na perda da bola e que dividida conta muito na Libertadores. Temos tempo para fazer essa reflexão”, afirmou o técnico.
