Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Em reencontro com Sheik, Léo vê jogo estranho e só cobra “bagres”

Gabriel Carneiro e Hélder Júnior São Paulo (SP)

O lateral Léo e o atacante Emerson só estiveram em campo simultaneamente durante 30 minutos no clássico deste domingo, no Morumbi, mas o tempo foi suficiente para que os dois deixassem completamente de lado a polêmica em que se envolveram às vésperas do Mundial de Clubes de 2012, quando o santista provocou a torcida corintiana dizendo que “quem se acostuma com rodoviária não deve frequentar aeroporto”.

Pela internet, o atacante do Corinthians xingou o experiente jogador do Peixe e, na comemoração do título, chegou a gritar “Chupa, Léo” de cima de um carro de som. Neste domingo, no primeiro reencontro entre os dois jogadores, ninguém levou a melhor com o empate por 0 a 0, mas um cumprimento após uma falta cometida pelo reserva do Timão provou que não há ressentimentos.

“Ah, isso passou. Prefiro pensar no clássico, que foi um jogo muito estranho”, alegou Léo, antes de completar o comentário sobre o empate sem gols pelo Paulistão: “O clássico teve oportunidades para os dois lados, as equipes se respeitaram muito, muita marcação e sem jogada de perigo. De repente, as coisas não acontecem como você quer. Está todo mundo acostumado com grandes jogadas e aqui não aconteceu nada. Foi um clássico muito igual”.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Léo e o Sheik se cumprimentaram normalmente, deixando de lado a polêmica declaração do santista em 2012
A expectativa de grandes jogadas dos torcedores de Santos e Corinthians estava depositada sobre Alexandre Pato e Neymar, mas nenhum dos dois se destacou. Satisfeito por ter jogado os 90 minutos, Léo preferiu elogiar a própria forma aos 37 anos: “O Pato não teve liberdade, o Neymar também não. Isso é marcação. Se dessem o mínimo espaço, seria perigoso. Mas eu estou bem, foi meu terceiro jogo após a lesão, e em um campo desse tamanho ainda. O joelho está bem e eu me comportei bem”.

Sobre a má fase de Neymar, admitida pela própria Joia e também pelo técnico Muricy Ramalho, o experiente lateral esquerdo do Peixe prefere aliviar: “Não é hora de questionar. Questionar craque ainda por cima? A gente tem que questionar cabeça de bagre, não craque. Ele foi muito bem marcado, não tem o que falar”.

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