O deputado federal Walter Feldman (PSDB), integrante da CPI do Trabalho Escravo, chegou da Bolívia na tarde deste sábado. Ele aproveitou a passagem pelo país para conversar com autoridades locais e pedir a libertação dos 12 corintianos presos em Oruro pela morte de Kevin Beltrán, torcedor do San José.
Ao lado de outros quatro deputados brasileiros, Feldman visitou as localidades de La Paz e El Alto desde quinta-feira. Como integrante da CPI, ele teve contato com membros do Ministério da Justiça e das Relações Exteriores, além de integrantes do Senado e da Câmara da Bolívia.
“Conversei com eles com muito cuidado (sobre a libertação dos corintianos), porque estava em uma missão oficial da CPI e não podia ser oportunista de aproveitar a situação. Fiz tudo com muita discrição, mas conversei sim com as autoridades bolivianas”, contou Feldman.
Durante sua estadia na Bolívia, o deputado federal entrou em contado com dois dos presos 12 presos em Oruro, Tadeu Macedo Andrade e Tiago Aurélio dos Santos Ferreira. Feldman ainda conversou com Miguel Blancourt, advogado do grupo, e se disse alarmado.
“Fiquei muito impressionado com os relatos que obtive. Eles estão em uma situação bastante precária. São inocentes tratados como culpados. Já há um réu confesso e não vejo motivo para mantê-los presos sem qualquer prova material concreta. É uma situação escatológica”, condenou.
“Já estou dando entrada a requerimentos na Comissão de Direitos Humanos e na Comissão de Relações Exteriores. Caso não tenhamos um resultado positivo na terça-feira, precisaremos montar uma delegação de deputados e senadores para ver o que está acontecendo. Não dá para aceitar isso”, declarou.
Ele ainda falou em procurar José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça do Brasil, para tratar sobre o tema. O deputado acredita na inocência dos 12 corintianos, mas sugere que, caso haja algum tipo de dúvida das autoridades bolivianas, eles possam responder em liberdade.
