Sacado aos seis minutos do segundo tempo do clássico contra o Palmeiras para a entrada de Jadson, Paulo Henrique Ganso externou sua insatisfação com a alteração feita pelo técnico Ney Franco. O meia atirou um copo d'água ao chão ao se dirigir ao banco de reservas do Morumbi e reforçou seu descontentamento ao final do empate por 0 a 0.
"Não entendi (a substituição), mas acontece. Ele quis me substituir, ele que é o treinador. Ninguém gosta de sair, mas isso é o treinador que tem que achar quem deve tirar", disse o camisa 8, antes de analisar de forma positiva sua atuação na tarde deste domingo.
Principal contratação da história do clube em termos financeiros, Ganso chegou ao clube em setembro passado com a expectativa de ser o grande nome da equipe em 2013, assim que se recuperasse totalmente de lesão muscular na coxa esquerda. Titular no começo da temporada, perdeu a vaga no decorrer da Libertadores, sob a justificativa de que precisava se doar mais.
Segundo o meia, nas conversas com Ney Franco, o pedido é para que ele "trabalhe e busque espaço" no time. Ter saído de campo neste domingo, portanto, não faz sentido para o jogador, a partir do momento em que acredita ter trabalhado bem – de fato, participou de boas jogadas na fraca etapa inicial.
"Tem que ter cabeça boa, até porque não estou tão mal assim, como todo o mundo acha. Estou trabalhando, me esforçando, e, quando estou bem, acontece de ter que sair”, defendeu-se, já caminhando para encontrar o treinador no vestiário.
