Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Gerente e ex-preparador, Omar culpa estresse e genética de Valdivia

William Correia São Paulo (SP)

A lesão na coxa direita diagnosticada na última sexta-feira e que vai tirar Valdivia dos campos por um mês foi a sua 13ª em menos de três anos nesta segunda passagem pelo Palmeiras. Preparador físico do meia no clube entre 2007 e 2008, Omar Feitosa diz que o problema é antigo. E hoje, como gerente de futebol, culpa também a situação da equipe e do próprio jogador, que há 12 dias quase foi agredido por torcedores em um aeroporto.

“Vou ser criticado, motivo de chacota, mas o que aconteceu com o Valdivia foi um acontecimento isolado. Sentiu o músculo, qualquer atleta poderia ter sentido. Coincidiu que foi o Valdivia. Neste momento que estamos vivendo, talvez o estresse tenha colaborado”, apontou Omar Feitosa em sua participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

O agora dirigente trabalhou como preparador com o chileno durante um ano e meio dos dois anos de passagem do camisa 10 pelo Verdão. E já tinha constatado dificuldades físicas. “Ele não tem geneticamente uma condição atlética e muscular muito boa, mas tem muito talento para jogar futebol. Na época, ele já apresentava alguns problemas, e era jovem. Não é nenhum garoto, necessita de certos cuidados porque protege, gira, se expõe ao contato físico. Faz com que se desgaste mais”, opinou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Omar vê o meia depressivo não só pela seleção, mas por não ajudar o Palmeiras
De volta ao Palmeiras há menos de dois meses, Omar não encontrou o atleta desmotivado que diziam. De acordo com ele, a tristeza pela nova contusão nem tem como maior ponto o desfalque na seleção chilena, embora seu objetivo para o ano fosse voltar a ser convocado. “Ele está muito disposto a ajudar, ficou muito chateado. Não quero exagerar, mas senti ele até um pouco depressivo. Não por não ir à seleção, mas por não ajudar o Palmeiras.”

O dirigente assegura um trabalho até mais cuidadoso com o meia, que vinha de cinco jogos seguidos antes de se machucar, mesmo com o técnico Gilson Kleina reforçando que o planejamento de partidas para ele era especial. “Ele está sendo protegido, amparado, o departamento médico tem tido todos os cuidados para que ele desenvolva o melhor futebol. Tem que traçar o objetivo de número de partidas e estabelecer os jogos mais importantes, a partir do momento em que estiver mais atuante”, falou Omar Feitosa.

“Neste ano, a partir do momento em que cheguei, o Valdivia se mostrou muito predisposto a jogar bem, a colaborar e jogar em prol do time. Tem ambições pessoais que o mobilizam a fazer isso. Não acho que haja incompetência e não há nenhum problema específico com o Valdivia”, defendeu o gerente de futebol.

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