Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Ídolo em pequeno clube francês, André Luiz prevê liderança no Verdão

William Correia São Paulo (SP)

O zagueiro que pode estrear no Palmeiras nesta quarta-feira, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, já chega com credenciais para ser um líder. Além de ser o segundo jogador mais velho do elenco, André Luiz, possível substituto de Mauricio Ramos no Pacaembu, era capitão e idolatrado no Nancy, da França, seu último clube.

“Tenho um estilo de liderança. Antes de vir para o Palmeiras, vi na internet que os jogadores são novos e precisam de experiência. Talvez até por isso eu tenha sido contratado. Agora vou tentar entrar no time para não sair mais”, comentou o atleta de 33 anos, mais novo só do que Fernando Prass, goleiro de 34 anos que também chegou neste ano.

Ser desconhecido não atrapalhou sua trajetória no Nancy, mesmo tendo sido contratado depois de jogar sem chamar tanta atenção no Tupi e no Atlético-MG. “Fui para o Nancy, um clube que não é grande na França, como um zagueiro desconhecido. Mas era capitão há dois anos e meio”, relatou.

“Tive uma experiência muito boa, um aprendizado muito bom. Sou um jogador mais técnico que aprendeu a ser mais firme e forte fisicamente na França, me destaco pela minha entrega e por estar sempre correndo. Pretendo usar isso para ajudar o Palmeiras”, prosseguiu o defensor.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Zagueiro de 33 anos ficou sete temporadas e meia no Nancy e é o segundo jogador mais velho no Palmeiras
Embora também tenha chegado ao Nancy sem fama, André Luiz sabe que a pressão no Verdão é maior. Ele deixou o clube francês exatamente porque até os dirigentes previam o rebaixamento na liga nacional nesta temporada. Além de quatro conquistas na segunda divisão, a equipe francesa tem em sua história dois títulos: a Copa da Liga Francesa, com André Luiz, em 2006, e a Copa da França em 1978, com Platini no time – o Nancy é o clube francês onde o craque mais fez gols.

A falta de cobranças fez o zagueiro voltar ao Brasil. “Quando você não é cobrado, relaxa. É necessária a cobrança”, comentou o atleta, que esteve perto de acertar também com Vitória e Vasco. “Quando apareceu o Palmeiras, nem pensei muito. Mesmo na Série B, o Palmeiras não deixa de ser um grande clube, com história, tradição e grandes títulos. Não tem como recusar.”

Aos 33 anos, André Luiz usa Zé Roberto, que se destaca no Grêmio mesmo com 38 anos, como exemplo. “E nunca tive uma contusão em toda a minha carreira. Não sei o que é um estiramento, uma torção. Não vou ter problemas. Nos testes físicos, estou bem porque sempre me cuido”, ressaltou, ciente, porém, de que é longo o caminho para igualar sua trajetória em Nancy no Palmeiras.

“Conquistei isso lá com o tempo, passei sete anos e meio no clube. Agora estou há menos de duas semanas no Palmeiras, não tenho a necessidade de pensar nisso no momento, só em dar meu máximo e trabalhar sério. Quero ser um jogador comprometido, que vai respeitar os palmeirenses. No dia a dia, vou ter o que mereço”, previu.

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