Futebol/Campeonato Paulista Série A2 - ( )

Ídolo no Ramalhão, Elvis honra cores do Juventus, mas fala em voltar

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net Santo André (SP)

Principal jogador do Juventus na má campanha realizada na Série A2 do Campeonato Paulista, o meio-campista Elvis retornou ao estádio Bruno José Daniel nesta quarta-feira, quando viu sua equipe surpreender o Santo André. Lesionado, o experiente camisa 10 não entrou em campo, mas participou de toda a preleção do técnico Celinho e deu força aos companheiros antes, durante e depois da vitória por 3 a 2 que afastou o Moleque Travesso da lanterna.

Vestido com a roupa de passeio do Juventus e sentado no banco de reservas dos visitantes, o jogador de 33 anos olhava em intervalos constantes para as arquibancadas no Brunão, lugar onde cantava e pulava a torcida que o idolatrou em duas passagens – uma vitoriosa, entre 2003 e 2005, e outra apagada, em 2009, já seu o “mesmo sentimento” de quando foi campeão da Copa do Brasil e rodou por clubes como Botafogo, Marília e Campinense.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Elvis foi um dos protagonistas da maior conquista da história do Ramalhão, em 2004
“Para mim sempre é triste retornar do outro lado, mas o atleta tem que ser profissional independentemente da ocasião. Temos que honrar o clube onde a gente joga. E depois, quando voltar um dia, vê o que acontece”, relatou Elvis, à GazetaEsportiva.Net, logo após o encerramento da vitória de seu Juventus diante do Santo André. Aos 33 anos, o jogador abriu a possibilidade do retorno ao Ramalhão no momento em que tenta ajudar o Moleque Travesso na briga contra o rebaixamento para a Série A3.

Em sua primeira passagem pelo clube, Elvis conquistou o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro e participou da maior conquista da história do Santo André, a Copa do Brasil. Nas duas temporadas, o meia marcou apenas sete gols, mas um deles com sabor especial: no dia 30 de junho de 2004, em um Maracanã lotado, o então desconhecido jogador chutou rasteiro e superou o goleiro Júlio César, hoje na Seleção Brasileira, mas então no Flamengo, que perdeu por 2 a 0 e virou vice dentro de casa.

“Foi uma grande conquista mesmo... mas o Elvis é meu amigo, a gente se fala sempre, porque é um cara bacana, por quem eu tenho muita consideração. Conheço há muitos anos, e é um cara que tem uma história muito grande aqui. Pessoas boas, acima de tudo, precisam estar dentro do futebol”, apontou o ex-zagueiro Dedimar, capitão do Santo André de 2004 e atualmente ocupando a função de treinador do time do ABC Paulista.

Divulgação/Site Oficial
No Juventus desde 2012, Elvis conquistou a torcida do clube grená, que já o considera "motorzinho" do time
Se até Dedimar acredita na possibilidade de salvação do Juventus, Elvis não recua e também mantém acesa a esperança de ver a equipe grená ‘aprontando’ nas rodadas decisivas: “Tem mais dois jogos e enquanto tiver chances temos que correr atrás. Tem que lutar, ter honra e ter brio para vestir essa camisa e superar todas as dificuldades. Jogamos porque somos profissionais, mas também jogamos pra todos aqueles que acompanham o Juventus e para nossa família, que acima de tudo torce pela gente. Independente da situação que estamos, temos que jogar, honrar a camisa, defender o clube e lutar com garra. É o mínimo”.

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