Faltou um jogo para o Corinthians igualar o maior período de invencibilidade de um time na Copa Libertadores da América. O técnico Tite encarava a possibilidade de igualar a série de 17 partidas sem derrotas ostentada pelo peruano Sporting Cristal (nas edições de 1962, 1968 e 1969) como um “desafio”. Só não contava com o tropeço por 1 a 0 diante do Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos.
“Seria a chance de entrar para a história. A invencibilidade foi bacana, claro, mas sabíamos que era anormal conquistar o título invicto de novo”, reconheceu o lateral esquerdo Fábio Santos. “Foi triste perder, mas a derrota viria em algum momento. Vamos manter nossas cabeças no lugar. Ainda estamos no caminho certo”, minimizou.
O atacante Alexandre Pato, que não participou da campanha vitoriosa do ano passado, seguiu o conselho de Fábio Santos. “Todos querem bater recordes, alcançar desafios. Infelizmente, perdemos para um time que está acostumado a jogar naquele campo sintético. Mas vamos nos esquecer disso e pensar nos próximos jogos, que serão muito importantes”, sorriu.
O Corinthians ao menos está bem ranqueado entre os maiores invictos da história da Libertadores. Apenas o Sporting Cristal supera a sequência alvinegra de 16 jogos sem perder. Entre os brasileiros, o clube mais próximo dos corintianos é o Cruzeiro, que não sofreu resultados negativos em 14 compromissos entre 1998 e 2004. Flamengo (de 1984 a 1991) e Vasco (1998 a 1999) têm como recorde 13 partidas, à frente do Santos (2003), com 12.
