Na quarta-feira, Gilson Kleina recebeu críticas mesmo antes do jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto por ter escalado um meio-campo com quatro volantes. Mas o time venceu e a formação está mantida para enfrentar o Santos no domingo, já com um argumento do técnico: Márcio Araújo, Léo Gago, Charles e Wesley não são tão marcadores quanto outros de sua posição.
“Não vejo Wesley, Márcio, Charles e Léo Gago como jogadores de contenção. Só por características que são volantes. O que é necessário é o equilíbrio, e vamos tentar manter o nível no clássico usando a mesma estrutura”, confirmou, apostando na força de sua escalação diante de um adversário sem Neymar e Montillo, seus dois principais nomes.
“Não vamos pensar na forma que o Santos vai jogar, mas na forma que nós vamos atuar. Independentemente se o Santos está com força máxima, entendemos que somos competentes, com jogadores de qualidade para enfrentar qualquer adversário com a atitude que temos e a evolução técnica de todos” , comentou.

No Paulista, a única derrota foi para o Penapolense, na terceira rodada, em 27 de janeiro. Mas o time empatou tanto quanto ganhou (seis vezes). Por isso, não conseguiu vencer duas partidas seguidas ainda nesta temporada.
“Pedimos sempre regularidade, mas para isso temos que manter uma equipe e um foco. O correto é trocar no máximo uma ou duas peças, não dessa forma. Mas vamos ser competentes”, prometeu, ainda em busca de uma escalação ideal.
“Mexemos três, quatro posições a cada jogo. Mas o mais importante é jogar com alegria e desenvoltura, como vi muito na quarta-feira. Se jogarmos dessa forma, começamos a procurar uma identidade”, apostou, bastante satisfeito com a vitória por 2 a 0 de quarta-feira, no Pacaembu, diante do Botafogo de Ribeirão Preto.
