Gilson Kleina escalou quatro volantes no meio-campo para enfrentar o Botafogo de Ribeirão Preto no Pacaembu e, mais uma vez, o Palmeiras não agradou. Mas venceu porque achou uma solução. Em seu primeiro jogo como titular, Leandro marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 que reforça o time na briga para ficar entre os quatro primeiros colocados do Campeonato Paulista.
O atacante emprestado pelo Grêmio foi realmente um achado em uma equipe que pouco criou e irritou parte dos 4.160 pagantes na noite desta quarta-feira. Aos cinco minutos, aproveitou-se de um frango do goleiro Rafael, ex-Corinthians, para abrir o placar. Aos três da etapa final, foi a vez de Leandro bater com qualidade para selar a vitória.
Os três pontos deixam o Verdão com 24, ultrapassando o Botafogo. No domingo, se vencer o Santos, em clássico marcado para as 16 horas (de Brasília) no Pacaembu, a equipe do Palestra Itália passa a ficar no G-4, posição cobiçada por Gilson Kleina. O clube de Ribeirão Preto tenta se manter na zona de classificação para as quartas de final recebendo o Linense, às 16 horas de sábado.
O treinador cobrou movimentação intensa de seus comandados para povoar o campo adversário, com a ajuda dos laterais Weldinho e Juninho, bastante ofensivos, e até de Henrique, que muitas vezes aparecia quase como um ponta esquerda para a equipe trocar passes e fixar território depois do meio-campo.
Mas faltava infiltração, já que Valdivia está machucado e Patrick Vieira e, principalmente, Tiago Real e Rondinelly, ambos com maior capacidade de lançamentos, ficaram no banco por opção de Kleina. O goleiro Rafael, porém, resolveu o problema. Aos cinco minutos, espalmou para dentro de seu gol um chute de Leandro, em frango que abriu o placar no Pacaembu.
Ciente da insegurança do arqueiro adversário, o Verdão ganhou confiança com o gol para se impor na frente, forçando o rival a deixar muitas vezes só Nunes após o meio-campo. O problema era que só Léo Gago tinha condições de forçar uma infiltração, e ele recuava até a defesa para organizar a saída de bola.
Aos 32 minutos, o cenário piorou, já que Henrique caiu no chão com dores na coxa direita e foi convencido pelo médico a ser substituído por André Luiz. Segundos antes de o estreante zagueiro entrar, Kleber foi ao chão por um problema no joelho direito. E a referência no ataque passou a ser o garoto Caio.
Até o Palmeiras se reajeitar, a confiança do Botafogo aumentou tanto que os poucos torcedores do clube de Ribeirão Preto no Pacaembu passou a gritar “timinho” para os mandantes. Em campo, os visitantes provaram melhor condição naquele momento, já que só não empataram porque Nunes cabeceou para fora quando estava livre e debaixo do gol e Zé Antônio obrigou Prass a fazer grande defesa nos últimos minutos do primeiro tempo.
Na volta do intervalo, a equipe interiorana precisou de menos de 30 segundos para chutar a gol. Mas os comandados de Gilson Kleina tiveram 15 minutos para conversar nos vestiários e redescobrirem suas posições em campo. Rapidamente, impuseram seu jogo para pressionar como no início do primeiro tempo.
O atacante emprestado pelo Grêmio mostrou que pode ser a solução como alguém de sua posição. O time pode até não criar muitas oportunidades, mas consegue ser eficiente nas poucas que aparecem. E dar a tranquilidade que a equipe precisa para o restante da partida.
Foi exatamente isso que aconteceu durante os mais de 40 minutos que se passaram após seu gol. O Palmeiras, como de costume, diminuiu seu ritmo sem criar tanto após os 20 minutos. E o Botafogo passou a pressionar, fazendo alterações ofensivas, mas sem nenhum atleta capaz de balançar as redes como Leandro. Por isso, a torcida palmeirense até reclamou da atuação, mas os três pontos vieram.
