Futebol/Campeonato - ( - Atualizado )

Luis Fabiano e Kleber miram tarde menos indisciplinada e displicente

Tossiro Neto e William Correia São Paulo (SP)

Apito final do árbitro, termina a partida. De cabeça quente pelo resultado ruim, os jogadores saem rapidamente. Aborrecido, o centroavante é o mais lento, um dos últimos a deixar o gramado. Antes de descer a escadaria que leva ao vestiário, ouve a dúvida dos repórteres: o que aconteceu ali no fim? Luis Fabiano e Kleber passaram por isso nesse meio de semana.

O são-paulino se defendeu. Expulso depois de acabado o jogo por reclamar com a arbitragem do empate de quinta-feira, contra o Arsenal, o atacante disse que não havia falado nada que justificasse o cartão vermelho recebido. Revoltado por ficar fora do outro duelo com os argentinos, segundo ele injustamente, questionou: “Alguém gravou (o que eu falei)?”

Um dia antes, na quarta-feira, o atacante que se chateou foi o palmeirense. Muitas câmeras gravaram, de diferente ângulos, o que ele fez. Ou o que deixou de fazer. Aos 47 minutos do segundo tempo, ao ficar de frente para o goleiro adversário, em vez de chutar ou passar a bola ao companheiro melhor posicionado, tentou um segundo drible e acabou desarmado. Pouco depois, no último lance, o Tigre marcou e venceu. “Fui displicente”, reconheceu.

Neste domingo, eles se enfrentam no Morumbi. O clássico entre São Paulo e Palmeiras, válido pelo Campeonato Paulista, é o meio instantâneo de um dos times se recuperar do tropeço na Libertadores em caso de vitoria – da mesma forma, é possível se complicar mais em caso de derrota. Para os dois atacantes, o Choque-Rei é a chance particular de apagar uma semana de displicência e indisciplina.

Arte GE.Net
Luis Fabiano e Kleber tentam superar problemas recentes para decidir o Choque-Rei a favor de seus clubes
Indisciplina é, talvez, o único senão de Luis Fabiano. Dono de comportamento explosivo, o camisa 9 tricolor costuma se envolver em confusões com adversários e árbitros. Em 2012, o castigo de não disputar a segunda final da Sul-americana, por tentar revidar agressão, o motivou a mudar. Traçou para este ano a meta – agora já no limite – de levar apenas um vermelho.

“Tenho como objetivo receber, no máximo, um cartão vermelho. De repente, posso levar por ter de matar alguma jogada, mas dificilmente eu vou tomar por reclamação ”, disse, na semana passada, o autor de sete gols nesta temporada.

Já Kleber, emprestado pelo Porto e desconhecido de parte da torcida, ainda precisa convencer. O atacante recém-chegado, que irritou o técnico Gilson Kleina e os colegas na Argentina, não balançou a rede nem uma vez sequer vestindo o uniforme alviverde. Em comparação, Leandro, reforço vindo do Grêmio, fez gol logo em sua estreia pelo clube de coração na infância.

Conforme dito em sua apresentação, Kleber precisa aparecer. “Quem não é visto, não é lembrado. Como eu não estava jogando (no Porto), não tinha chance alguma de ser convocado para a Seleção. Agora, com as coisas correndo bem, tenho oportunidade de aparecer novamente”.

O desafio por um fim de tarde mais disciplinado e menos displicente está lançado a ambos. Já dizia a velha máxima do clássico: ganha quem erra menos.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade