Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Marcos Assunção minimiza pressão sobre Muricy: “Time grande é assim”

Gabriel Carneiro e Hélder Júnior São Paulo (SP)

Quatro pontos atrás do São Paulo, que lidera o Campeonato Paulista com dois pontos a mais que o Mogi Mirim, seu perseguidor mais direto, e um jogo a menos que a maioria dos adversários, o Santos ainda não embalou no Campeonato Paulista. Entre os membros do Comitê de Gestão, segundo o vice-presidente Odílio Rodrigues, já existe pressão sobre o técnico Muricy Ramalho, que ainda não teria conseguido montar a equipe de 2013 mesmo com reforços.

Na visão do volante Marcos Assunção, um dos contratados da temporada, assim como Montillo, Cícero e Renê Júnior, entre outros, a pressão sobre o comandante é natural e esperada, já que o Santos é um clube grande e que está envolvido em apenas uma competição na temporada – dessa forma, a distância da liderança e a demora na armação da equipe viram motivos de preocupação, segundo o camisa 20.

“Isso é normal, todo grupo tem, no Palmeiras tinha, no Santos de 1995 tinha. Tem que ter a cabeça tranquila, porque o ambiente é bom, agradável, e todos trabalham com alegria. Existe essa pressão, mas time grande é assim. Para não ter pressão tem que jogar em time pequeno, e às vezes até neles tem gente cobrando. Jogador e treinador de futebol é pressão o tempo todo. Essa foi a profissão que escolhi, que o treinador escolheu. Ele sabia o risco que iria correr quando chegou ao Santos”, declarou Assunção logo após o clássico deste domingo contra o Corinthians.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Marcos Assunção virou jogador de confiança do treinador e demonstrou apoio contra o risco de demissão
Muricy Ramalho foi contratado pelo Santos no início da temporada 2011, quando a diretoria da equipe se irritou com o comando de Adílson Batista. Campeão paulista e da Libertadores, o ex-treinador do Fluminense ainda faturou mais dois títulos no ano passado: o bi do Paulista e a Recopa Sul-americana. Em 2013, após um Campeonato Brasileiro frustrante, o comandante ganhou opções, mas segue sem conseguir organizar o time taticamente.

“Temos que plantear mais taticamente, mesmo quando os jogadores ainda não estão em seu melhor estado físico”, justificou Muricy, antes de comentar o empate sem gols diante do Timão: “O respeito foi excessivo dos dois times. O Corinthians taticamente tem esse esquema de jogar atrás da bola e sair com velocidade, então nós tivemos que marcar, ocupar espaços, porque é jogo de time grande. Mas não foi legal mesmo, eu não gostei”.

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