Quatro pontos atrás do São Paulo, que lidera o Campeonato Paulista com dois pontos a mais que o Mogi Mirim, seu perseguidor mais direto, e um jogo a menos que a maioria dos adversários, o Santos ainda não embalou no Campeonato Paulista. Entre os membros do Comitê de Gestão, segundo o vice-presidente Odílio Rodrigues, já existe pressão sobre o técnico Muricy Ramalho, que ainda não teria conseguido montar a equipe de 2013 mesmo com reforços.
Na visão do volante Marcos Assunção, um dos contratados da temporada, assim como Montillo, Cícero e Renê Júnior, entre outros, a pressão sobre o comandante é natural e esperada, já que o Santos é um clube grande e que está envolvido em apenas uma competição na temporada – dessa forma, a distância da liderança e a demora na armação da equipe viram motivos de preocupação, segundo o camisa 20.
“Isso é normal, todo grupo tem, no Palmeiras tinha, no Santos de 1995 tinha. Tem que ter a cabeça tranquila, porque o ambiente é bom, agradável, e todos trabalham com alegria. Existe essa pressão, mas time grande é assim. Para não ter pressão tem que jogar em time pequeno, e às vezes até neles tem gente cobrando. Jogador e treinador de futebol é pressão o tempo todo. Essa foi a profissão que escolhi, que o treinador escolheu. Ele sabia o risco que iria correr quando chegou ao Santos”, declarou Assunção logo após o clássico deste domingo contra o Corinthians.
“Temos que plantear mais taticamente, mesmo quando os jogadores ainda não estão em seu melhor estado físico”, justificou Muricy, antes de comentar o empate sem gols diante do Timão: “O respeito foi excessivo dos dois times. O Corinthians taticamente tem esse esquema de jogar atrás da bola e sair com velocidade, então nós tivemos que marcar, ocupar espaços, porque é jogo de time grande. Mas não foi legal mesmo, eu não gostei”.
