O Náutico aproveitou a manhã deste sábado para prestar homenagem póstuma a um de seus ídolos. O goleiro Djalma, que faleceu em agosto de 2012, aos 94 anos, vítima de uma infecção pulmonar, foi lembrado em uma cerimônia oferecida pela diretoria alvirrubra no estádio dos Aflitos. Os familiares do ex-jogador participaram de um café da manhã oferecido pela diretoria alvirrubra e, depois, até o gramado depositar as cinzas de Djalma.
Djalma foi o último sobrevivente do elenco que conquistou o segundo título pernambucano do Timbu, em 1939. Gustavo Krause, conselheiro do clube, aproveitou a oportunidade para ler um artigo que publicou esta semana, sobre a importância do ex-goleiro na história do clube.
“Djalma foi um homem que semeou o amor por onde passou, cativava as pessoas e os amigos com um jeito afável. Era espetacular. Não tive o privilégio de vê-lo jogar, mas meu pai (Bido Krause), contemporâneo, mas jogador mediano, narrava para mim as proezas de Djalma”, disse o conselheiro.
A urna que continha as cinzas do ex-atleta era adornada com o escudo do Náutico. Atendendo a um pedido feito pela família quando da morte de Djalma, o presidente do clube, Paulo Wanderley, permitiu o depósito das cinzas ao lado de uma das traves do gramado dos Aflitos, que também recebeu uma placa com as inscrições: "Aqui foram depositadas as cinzas do goleiro alvirrubro Djalma Cristiano Gomes, Campeão Pernambucano de 1939".
“Homenagem muito bonita, que mostra a gratidão que o Náutico tem com seus atletas, com as pessoas que honram a camisa do clube, como o Djalma. Campeão pelo Timbu, era o único atleta que não queria receber salário. As cinzas estão imortalizadas nas barras do clube. Eu tenho certeza que, a partir de hoje, o gol que o Náutico estiver defendendo terá dois goleiros”.
O filho de Djalma, Osvaldo Cristiano Gomes Neto, agradeceu à diretoria do Náutico por realizar a última vontade de seu pai. “Um ano antes da sua morte, ele pediu para ser cremado. Na presença dos netos - meus filhos -, ele manifestou o seu último pedido: ter suas cinzas aqui depositadas”.
