Sem ter visto Paulo Henrique Ganso atirar um copo d'água no banco de reservas após ter sido substituído no início do segundo tempo, Ney Franco, ao menos publicamente, não quis estender o assunto além do empate sem gol contra o Palmeiras. Mas avisou que assistirá à partida pela televisão e terá uma conversa com o meia se entender que ele abusou.
"Estou falando de uma coisa que eu não vi, estou falando em cima de informações. Prefiro reavaliar, vou rever o jogo. Se tiver algum problema e achar que passou do ponto, converso com o atleta, a gente se acerta", disse o técnico são-paulino, pondo o duelo contra o Arsenal acima de qualquer polêmica com o camisa 8.
"Ele vem demonstrando muito profissionalismo no trabalho. Tem se entregado o tempo inteiro em treinamento, tentando jogar bem o tempo todo. Em alguns momentos, assim como a equipe, cai de produção. A perspectiva é de lutar por seu espaço. Hoje ele teve oportunidade e fez seu papel", minimizou.
Além de atirar o copo d'água ao chão quando substituído por Jadson, aos seis minutos do segundo tempo, Ganso reforçou seu descontentamento na saída de campo: "Não entendi (a substituição), mas acontece. Ele quis me substituir, ele que é o treinador. Ninguém gosta de sair, mas isso é o treinador que tem que achar quem deve tirar".
