Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Paulo André admite que se expõe a críticas ao pintar e jogar tênis

Helder Júnior São Paulo (SP)

Paulo André vestiu um paletó para falar em público em um seminário sobre os problemas do calendário do futebol brasileiro, na manhã desta sexta-feira. Pintor, tenista e enxadrista nas horas vagas, o zagueiro do Corinthians foi apresentado como um “jogador diferenciado” ao discursar ao lado de dirigentes e até concedeu autógrafos na contracapa do livro que lançou em 2012 (“O jogo da minha vida”). Ou seja, ficou mais uma vez exposto a críticas – conforme ele próprio admitiu.

“Estou falando aqui que sou contra a existência dos torneios estaduais no formato atual. Sei que isso vai estourar em todos os lugares e que terei de segurar a bucha sozinho. Por isso que é tão difícil um jogador de futebol se posicionar. Quando eu errar, vão falar que estou mais preocupado em falar em seminário. Se o Corinthians perder com uma falha minha, será porque eu pinto e jogo tênis. Expor a sua opinião é assumir um risco”, comentou.

Do mesmo jeito que pintar e jogar tênis geram contestações, Paulo André também encontra um refúgio nos seus hobbies pouco usuais para atletas de futebol. “É uma distração para mim. Quando estou pintando, por exemplo, deixo de ler as críticas que fizeram a mim nos jornais”, disse, sorrindo. “Também acabo não ouvindo os amigos que só ficam pedindo camisas de presente”, complementou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Paulo André pinta quadros e joga tênis também para esquecer as críticas que recebe como jogador
A maior preocupação de Paulo André atualmente, no entanto, parecem não ser os críticos. O zagueiro passou a fazer campanha pela redução da carga horária de sua classe profissional – quer mais tempo para treinar e menos para jogar, para estar suficientemente preparado para não motivar novas reclamações por suas atuações.

“Os times estão estreando na temporada sem ritmo, sem qualquer condição de apresentar um bom futebol para a sua torcida. É preciso dar mais tempo para que o produto seja melhor. Como a gente pode responsabilizar um treinador ou um jogador no início do ano? As críticas sempre vêm, mas será que somos nós estamos errados?”, discursou.

Paulo André já chegou até a agir em nome de seu interesse. “Pouca gente sabe, mas, em 2010, fui ao Sindicato dos Atletas para levar uma carta assinada por todos os jogadores do Corinthians. Naquele documento, a gente exigia quatro semanas obrigatórias de preparação na pré-temporada. Até tentamos ganhar apoio de outros para que isso fosse respeitado. Infelizmente, a ideia não prosseguiu em função dos acordos prévios assumidos pelo Sindicato”, recordou o engajado palestrante, pintor, tenista, enxadrista – e jogador de futebol.

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