Futebol/Copa Libertadores - ( )

Preocupado com ambiente fora de campo, Verdão quer luta só no jogo

William Correia São Paulo (SP)

Desde dezembro, quando foi definido que o Tigre poderia entrar no grupo do Palmeiras na Libertadores, Gilson Kleina está preocupado com o jogo desta quarta-feira, na Argentina. A confusão protagonizada pela equipe na final da Sul-americana do ano passado, contra o São Paulo, ainda é lembrada. O clube, porém, não deve preparar um esquema de segurança diferente para a viagem na tarde desta segunda-feira e nem deve falar nisso. O foco no discurso é em campo.

O período em Buenos Aires, contudo, é comentado com ansiedade no clube. Profissionais que trabalham diariamente na Academia de Futebol passaram a falar com ainda mais frequência do assunto após o time argentino estrear na Libertadores com derrota para o Libertad, mas assustando com atletas incitando adversários a brigar em campo.

Nos bastidores, o ex-gerente de futebol César Sampaio fez um primeiro contato com o Tigre e o presidente Paulo Nobre fortaleceu a relação com o clube, ficando mais próximo também de Nicolás Leoz, mandatário da Conmebol. A ideia é que Kleina, claramente assustado com a expectativa, possa trabalhar normalmente, assim como seus comandados.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Gilson Kleina está assustado com o jogo de quarta desde dezembro, mas esquema de segurança não deve mudar
Entre os jogadores mais experientes, a conversa é para que a luta se limite ao que ocorre dentro de campo. A cobrança é por força ainda maior nas divididas, um dos principais problemas detectados na derrota para o Libertad, no Paraguai, no primeiro jogo de Libertadores no exterior para quase todos no Verdão.

“Muita coisa fica de aprendizado. Se você não lutar nem dividir em campo... Libertadores é isso: força. São detalhes que fizeram o Libertad nos vencer, mas que podem ser corrigidos”, comentou o capitão Henrique, que disputa sua primeira Libertadores, mas discursa como líder aos colegas.

“Sentimos um pouco mais do ritmo da Libertadores. Esse que é o verdadeiro ritmo, mais pegado”, concordou Kleber. “O jogo contra o Libertad já serviu para pensarmos no próximo, para entrarmos um pouco mais concentrados contra o Tigre. E entrar mais firme também, como os adversários que enfrentamos. Esse é o nosso pensamento”, prosseguiu o centroavante.

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