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Presidente admite que violência da torcida afasta reforços do Verdão

Luiz Ricardo Fini e William Correia São Paulo (SP)

O novo caso de violência envolvendo a torcida do Palmeiras faz o presidente do clube, Paulo Nobre, prever ainda mais dificuldade na busca por reforços. Irritado com o comportamento da Mancha Alviverde, o mandatário explicou que o histórico de atritos afasta ou encarece possíveis contratações.

“É fato que tem muito jogador que não quer vir jogar no Palmeiras por causa dessa situação. Em outros casos, tem atleta que coloca um preço maior. Isso não faz sentido, já que só há torcidas porque o Palmeiras existe”, afirmou.

Desde 2008, os casos de violência estão se repetindo no Palmeiras. Já foram alvos de agressores o técnico Vanderlei Luxemburgo, o atacante Vagner Love e o volante João Vitor, todos já fora do clube. Neste ano, o lateral direito Fabinho Capixaba, que só espera o fim de seu contrato em abril para sair, foi insultado por um integrante da Mancha em frente ao Palestra Itália e trocou agressões com o torcedor.

Antes, mesmo sem registro de brigas, o volante Marcos Assunção e o atacante Luan também sofreram com a organizada, inclusive com discussões. Agora, Paulo Nobre cobra da torcida a identificação dos envolvidos na briga no aeroporto de Buenos Aires, na manhã de quinta-feira.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Paulo Nobre revela que muitos jogadores cobram mais caro para jogar no time por causa de violência
“Torcedor tem todo direito de criticar e vaiar, desde que não haja violência. Esse tipo de problema prejudica muito o clube. O Palmeiras nunca foi assim, hoje tem jogador que pensa duas vezes antes de vir para cá. Mas isso vai acabar”, acrescentou o presidente.

Paulo Nobre também recordou as punições sofridas pelo Palmeiras no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Por conta de problemas nas arquibancadas em derrota para o Corinthians, o Verdão teve de cumprir quatro jogos fora da capital paulista na reta final do Brasileirão de 2012.

Em uma das partidas em que seguia a determinação do STJD, contra o Botafogo, a torcida palmeirense se desentendeu com a Polícia Militar, em Araraquara. O episódio rendeu mais um gancho de quatro jogos, que será cumprido na próxima edição da Série B.

“Este tipo de atitude não é de gente apaixonada. No ano passado, o Palmeiras foi muito prejudicado ao perder mandos. Depois, enquanto cumpria aquela decisão, sofreu outra punição por mau comportamento”, lamentou o presidente.

Apesar da dificuldade na busca por reforços, Nobre não espera ter dificuldades em manter Fernando Prass e Valdivia no clube, depois da briga de quinta-feira. O principal alvo da organizada era o chileno, mas o goleiro acabou atingido por um estilhaço, que cortou sua cabeça.

“Nenhum jogador falou que não quer jogar mais. O Prass não ficou satisfeito, mas é profissional e tenho certeza absoluta de que vai continuar com afinco. Já falei também com o Valdivia”, completou.

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