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São Paulo volta a ter um rival argentino, mas longe do Morumbi

Tossiro Neto São Paulo (SP)

O jogo contra o Arsenal, às 19h15 (de Brasília) desta quinta-feira, fará o torcedor são-paulino se lembrar da final da Sul-americana do ano passado, diante do Tigre. Por causa dos incidentes ocorridos no Morumbi naquela ocasião, o São Paulo foi punido com a perda de um mando de campo na Libertadores e levou para o Pacaembu o duelo com seu primeiro adversário argentino desde então.

Diferentemente do que o Tigre fez naquele torneio, com o surpreendente segundo lugar, o time de Sarandí tem encontrado dificuldade nesta edição da Libertadores. Em duas rodadas do grupo 3 da competição, ainda não pontuou. Foi, inclusive, goleado pelo líder Atlético-MG jogando como mandante. Este confronto é, portanto, decisivo para ainda sonhar com a classificação.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Jadson será o único homem de armação no meio-campo, nesta quinta-feira à noite
Para o São Paulo, que não tem mais Lucas e o mesmo futebol do fim do ano passado, a final da Sul-americana – interrompida no intervalo após confusão entre argentinos e seguranças do clube brasileiro – é passado. Porém, se não vale título, a partida desta quinta-feira é importante para encaminhar uma vaga no mata-mata. Neste momento, o time é o segundo colocado, com três pontos.

Ciente da pressão por uma vitória sobre o lanterna da chave, Ney Franco elogiou o adversário, aproveitando a oportunidade para criticar seu último rival argentino.

"O Tigre tinha chegado a uma final internacional pela primeira vez. O Arsenal tem mais jogadores de qualidade. É uma equipe que tem característica de disputa de bola, mas não chega a ser desleal como o Tigre. Jogam na bola, respeitando as leis. Creio que tem tudo para ser um bom jogo de futebol", valorizou o treinador tricolor, não sem admitir a fase complicada do oponente.

"O Arsenal teve falhas de marcação em alguns momentos (da goleada sofrida para o Atlético) e tem procurado ajustar isso. Eles estão com algumas dificuldades, com atletas sem condição de jogo, já fizeram troca por problema técnico... Estamos colhendo todas as informações", avisou.

Os desfalques certos do Arsenal são Nicolás Aguirre e Hugo Nervo, ambos sob cuidados médicos. Para o lugar do primeiro, o técnico Gustavo Alfaro tem como opções Martín Rolle ou Julián Cardozo. Na lateral direita, ele deve manter Danilo Gerlo, que já assumiu a posição no fim de semana.

Ney Franco, por sua vez, fará apenas uma alteração em relação à escalação que usou para vencer o The Strongest, na rodada passada. O volante Denilson foi vetado ao acusar incômodo no joelho direito e dará lugar a Fabrício. No sistema ofensivo, a aposta é na repetição do trio formado por Aloísio, Osvaldo e Luis Fabiano e abastecido pela armação de Jadson, único meia do time.

"Acredito que vá ser um jogo inteligente. Nossas linhas têm que manter a concentração durante os 90 minutos para conseguir um resultado importante. É nossa última chance", opinou o meia colombiano Carlos Carbonero, reconhecendo a necessidade de surpreender o atual campeão da Sul-americana.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO X ARSENAL-ARG

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 7 de março de 2013, quinta-feira
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Wílmar Roldán Pérez (COL)
Assistentes: Humberto Clavijo (COL) e Eduardo Díaz (COL)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez; Wellington, Fabrício e Jadson; Aloísio, Osvaldo e Luis Fabiano
Técnico: Ney Franco

ARSENAL: Campestrini; Gerlo, López, Braghieri e Pérez; Carbonero, Marcone, Ortiz e Rolle (Cardozo); Benedetto e Furch
Técnico: Gustavo Alfaro

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