Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Sem ceder à pressão da torcida, Nobre avisa: "Elenco de 2013 é esse"

William Correia São Paulo (SP)

Há menos de um mês, Paulo Nobre rompeu com organizadas após membros da Mancha Alviverde atirarem xícaras contra o elenco em aeroporto argentino. Nesta semana, outros torcedores também se irritaram com o presidente por manter Gilson Kleina após a derrota por 6 a 2 para o Mirassol. Mas o dirigente firma sua posição com um aviso para quem for ao Pacaembu protestar neste sábado: nada mudará com as cobranças.

“Não é na base da pressão que vamos tocar o Palmeiras. E que o palmeirense saiba: esse é o elenco s para 2013. Não estamos aqui para iludir ninguém”, disse o presidente, com sinceridade para avisar que novos reforços só virão como os já acertados, sem custo ou trocados por alguma atleta. Nomes renomados chegarão apenas em ações criativas do recém-definido departamento de marketing.

Apesar da ira de palmeirenses, de o time ser o clube grande em pior posição no Paulista e de correr risco de eliminação na fase de grupos da Libertadores, Kleina segue técnico com base em um planejamento mantido em segredo pela diretoria, que também não tem dinheiro para pagar quase R$ 2 milhões e se livrar do treinador.

Nada que vier das arquibancadas mudará essa realidade. “Sei que mantenho o técnico quando grande parte da torcida queria diferente, mas não é na base da pressão que tomo minhas decisões. Tenho um planejamento que montei com profissionais e sigo meu trabalho dentro disso”, explicou Nobre, pronto para novas críticas.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Apoiado por Brunoro, presidente manteve Kleina sem se importar com a irritação de torcedores
“É absolutamente normal a torcida ficar chateada, decepcionada, envergonhada e se manifestar de forma contrária. É natural. Quem for ao Pacaembu protestar, tem total direito. Não se manifestando com violência, o torcedor tem sempre razão, aplaudindo ou vaiando”, ponderou, consciente da pressão sobre seu cargo.

“Não é a saída do técnico que mudaria isso. A responsabilidade de presidir um clube como o Palmeiras é sempre muito grande em qualquer circunstância. A partir do momento em que topei concorrer à presidência, sabia que não teria só momentos de prazer”, comentou o dirigente.

A sinceridade do presidente é presente até ao se esquivar quando é questionado se o atual grupo de jogadores é bom. “É um elenco que confio, que tem vergonha na cara e brio e está incomodado como todo palmeirense. Exijo comprometimento de qualquer um que veste a camisa do Palmeiras, e isso não tem faltado”, elogiou.

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