Tanto Gilson Kleina quanto Ney Franco passam por períodos de pressão e questionamento aos seus trabalhos, embora as diretorias de seus clubes assegurem a permanência de ambos. Ao falar do assunto, o técnico do Palmeiras disse torcer pelo colega do São Paulo e até fez um discurso que serve como defesa dos dois: os jogadores também têm culpa e perder não é o ‘fim do mundo’.
“Precisamos contar com o talento e a vontade dos jogadores. Vejo a figura do treinador com uma parcela de culpa, mas dividida, não só transferida”, argumentou Kleina. “A primeira pessoa que quer ver a equipe ganhar é o treinador, que tem toda dedicação. A crise que supostamente falam é que hoje no futebol parece que a derrota não pode acontecer. Não é assim.”
O treinador do Verdão citou até o Barcelona em defesa de sua classe. “A derrota faz parte do futebol. Não é fácil manter um nível técnico. E não temos uma equipe com um, dois anos de entrosamento, estamos montando uma jogando a cada três dias. Não quer dizer que as coisas vão acontecer porque troquei três ou quatro peças. O importante é ter tranquilidade e norte para entender que vai chegar”, indicou.
“Tanto eu quanto o Ney temos o respaldo forte da diretoria. E vou dar a cara para bater, sempre na linha frente e colocar o que for melhor. O Palmeiras precisa resgatar a autoestima e voltar a trilhar um caminho para ser o time forte que todos respeitam. É o que estou fazendo e o que o Ney está fazendo no São Paulo”, analisou.
Na comparação entre Palmeiras e São Paulo, Kleina ressaltou que a Série B é tão difícil quanto a primeira divisão, mas não aceitou se colocar no nível de Ney Franco. “O Ney já tem um currículo invejável, com grandes conquistas. Sem demagogia, não tenho muita afinidade com o Ney, o conheço pelo pouco que conversamos, mas torço muito por ele. É uma pessoa espetacular e quem está começando tem que se espelhar no profissional que ele é”, elogiou.
