Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Trunfo do Peixe com Neymar em má fase, Assunção ainda quer melhorar

Gabriel Carneiro e Hélder Júnior São Paulo (SP)

Admitida pelo próprio jogador e especialmente pelo técnico Muricy Ramalho, a má fase do atacante Neymar tem deixado o Santos com apenas uma opção de jogada no Campeonato Paulista. Neste domingo, no clássico contra o Corinthians, a bola parada do recém-contratado Marcos Assunção foi o recurso mais utilizado pela equipe do técnico Muricy Ramalho e quase deu resultado.

Aos 34 minutos do segundo tempo, com o clássico morno no Morumbi, o camisa 20 aproveitou uma cobrança frontal para levar trabalho ao goleiro Cássio, que espalmou e viu a bola ainda bater no travessão antes de sair pela linha de fundo. “Se o Cássio fosse menor, ele não chegaria e a bola entraria”, brincou Assunção, que ainda pretende melhorar sua performance como jogador do Peixe.

Fernando Dantas/Gazeta Press
A bola parada de Assunção obrigou Cássio a fazer uma grande defesa perto do fim do jogo
Contratado no início de 2013 depois de não acertar a renovação com o Palmeiras, clube que defendeu nas três temporadas anteriores, o experiente volante ainda busca espaço entre os titulares do Santos. Com a ausência de Renê Júnior, suspenso neste domingo, Assunção aproveitou a chance para ser o principal jogador do time de Muricy Ramalho.

“É treinamento. A partir do momento em que eu estiver com joelho bom e, ele estava bom durante a semana e contra o Corinthians, vamos melhorar. Quando acontecerem os gols nos treinos, também vão acontecer nos jogos. No próximo jogo vamos tentar de novo”, disse o volante, ainda em recuperação de um problema no menisco: “Tem vez que dói, vez que não dói, mas é uma dor suportável, dá para treinar e jogar”.

De olho na vaga de Neymar, que está suspenso contra o Atlético Sorocaba, para retomar a formação 4-5-1, Marcos Assunção joga a responsabilidade nas mãos do comandante: “O Muricy que vai decidir, não sou eu. Assim como eu, o Renê, o Arouca, o Cícero, o grupo todo está treinando todos os dias. O problema é do treinador de escalar 11, mas o mais importante de tudo isso é que temos um ambiente bom, e a amizade tem que prevalecer nessa história de quem joga e quem fica no banco”.

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