Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Valdivia embarca calado e Omar se irrita com “fomento à violência”

William Correia Guarulhos (SP)

Os comentários em respeito ao tratamento do Tigre ao Palmeiras na quarta-feira, no primeiro jogo do time argentino contra um brasileiro após a confusão com o São Paulo, em dezembro, já irritam dirigentes. O gerente de futebol Omar Feitosa chega a falar em “fomento à violência”. E Valdivia, nome mais conhecido do elenco, nem quis dar entrevistas.

O chileno se afastou dos microfones desde a chegada da delegação para comer em um restaurante do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, antes de embarcar para Buenos Aires no início da noite desta segunda-feira. Argumentou que já tinha falado demais – deu longas entrevistas antes e após a derrota para o Libertad, na quinta-feira – e caminhou com um segurança ao seu lado. Só atendeu a fãs que pediam fotos e autógrafos.

Em meio à caminhado do elenco, ouvindo seguidos questionamentos sobre a segurança na Argentina, Omar Feitosa esbravejou com membros da comissão técnica. “Ficam fomentando a violência em vez de falar sobre o jogo de futebol na Argentina”, criticou o dirigente, que não providenciou nenhuma mudança no esquema de segurança.

Metros à frente do local em que Omar desabafou, profissionais que trabalharam apenas no embarque do time se despediam de colegas fazendo graça. “Se precisarem de mim, é só avisar. Vou lá e resolvo. Sou forte”, brincou um deles, sorrindo e gerando outras gargalhadas.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Após ter dado longas entrevistas antes e depois da viagem para Assunção na semana passada, meia embarcou calado
O elenco adotou o mesmo espírito, mas sem reclamar como Omar Feitosa. “Independentemente de ter violência ou não, estamos indo lá para jogar bola. Se tiver ou deixar de ter, temos que estar preparados e concentrados. É Libertadores, sabemos das dificuldade. E vai ter jogo da volta”, lembrou Henrique, reiterando, porém, o objetivo da viagem. “Vamos lá para jogar futebol. não podemos ficar pensando em confusão.”

Os colegas do capitão estavam ainda mais tranquilos. “É normal. Em Libertadores todos sabem que é diferente, Argentina e Brasil todos sabem como é. Mas temos que nos preocupar só em jogar. Procurar a vitória e evitar confusão e esses problemas aí”, minimizou Maikon Leite.

“Quanto à segurança, estamos tranquilos. Estão vendo a melhor forma para que não aconteça nada. Estamos concentrados para voltar com a vitória, que é o mais importante”, declarou Patrick Vieira.

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