Mesmo com o ingresso mais barato a R$ 20, o Palmeiras conseguiu levar só 4.160 pagantes para ver a vitória sobre o Botafogo-SP. Mas a diretoria, que cortou regalias de organizadas recentemente, ainda não se incomoda. A postura do diretor executivo José Carlos Brunoro é de que, por menor que seja o público, só tem ido quem confia no time.
“Não incomoda para nós. Vêm aqueles que querem torcer, acreditar. Mas é natural: enquanto não acreditarem, não vão vir”, simplificou Brunoro, ressaltando que os resultados não justificam tanto descrédito. “No futebol, é difícil olharem retrospecto, mas quantos jogos o Palmeiras perdeu no ano? Tirando a Penapolense, foram dois jogos fora de casa em Libertadores...”
Preço, ao menos, não parece ser o problema. Para o jogo deste domingo, contra o Santos, as entradas custarão de R$ 40 a R$ 160, e cerca de 7 mil bilhetes foram vendidos até a noite dessa sexta-feira. A expectativa é que a procura também aumente para o decisivo jogo de 2 de abril, contra o Tigre, pela Libertadores, quando será cobrado de R$ 50 a R$ 200 pelos ingressos.
Gilson Kleina tenta entender o que tem acontecido para os palmeirenses serem tão raros nas arquibancadas. “Pode ser horário, valores, desempenho, não sei. Mas, se ficar a imagem do último jogo, com certeza podemos melhorar esse público consideravelmente”, projetou, satisfeito com a vitória de quarta-feira, sobre o Botafogo-SP.
“Os torcedores são exigentes e queremos preservá-los, são o nosso maior patrimônio. E os atletas não deixam de enaltecer essa camisa, o orgulho de vestir o Palmeiras. O que mais queremos é que o torcedor tenha essa confiança em nós e volte sempre para casa feliz, e tenho certeza de que, em um futuro bem próximo, a torcida vai poder confiar”, apostou Kleina.
A diretoria só espera que os estádios voltem a ficar cheios para apoiar o Palmeiras na missão que considera mais importante na temporada: voltar à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. “A torcida do Palmeiras é muito exigente, mas vamos precisar dela para a Série B, porque todos os clubes grandes que jogaram a Série B tiveram apoio. É importante que eles acreditem”, afirmou Brunoro.
