Campeão mundial em 1994 sob o comando de Carlos Alberto Parreira, atual coordenador, o ex-goleiro Zetti sente um atraso na preparação para a Copa de 2014. Já Paulo Sérgio, também presente nos Estados Unidos, vê a comissão técnica encabeçada por Luiz Felipe Scolari pronta para suportar a pressão.
“O time já deveria estar definido. Não tem motivo para o Felipão testar Ronaldinho, Luis Fabiano e Kaká nesse momento. A Seleção da Copa de 2010 deveria ser a base do time atual. Depois de perder o segundo tempo para a Holanda, ninguém mais serve? Acho que estamos muito atrasados”, criticou Zetti.
Uma das posições mais indefinidas na Seleção Brasileira é a de goleiro. Campeão ao lado de Taffarel e Gilmar em 1994, o ex-jogador do São Paulo vê o veterano Júlio César, titular na edição de 2010 da Copa do Mundo, como o atleta mais preparado para assumir a vaga.
“O gol sempre foi uma posição que ninguém se preocupava, era o cargo de confiança do técnico. O Júlio César é um grande goleiro, ainda tem muito a contribuir e, na minha opinião, deve ser o titular. Eu também gosto do Diego Alves, que é bem parecido com o Taffarel. Simples e seguro”, disse Zetti.
Sucessor de Mano Menezes, demitido por José Maria Marin, presidente da CBF, em 2012, Luiz Felipe Scolari conta com a aprovação de Paulo Sérgio. Protegido por Parreira, o técnico gaúcho será capaz de suportar a cobrança que a situação provoca, aposta o ex-atacante.
Paulo Sérgio ainda se disse favorável à presença de atletas experientes no grupo. “O Mano estava tirando todos os jogadores mais velhos e acho que essa não é a melhor fórmula. Em 1994, tínhamos Jorginho, Dunga, Romário, Bebeto e Branco, que já haviam disputado a Copa e nos ajudaram muito”, afirmou.
Já o ex-zagueiro Edmílson, campeão mundial ao lado de Luiz Felipe Scolari na Copa de 2002, reprova a demissão de Mano Menezes. Por outro lado, uma vez que a decisão já estava tomada, Felipão e Parreira eram os mais indicados para assumir o comando da comissão técnica.
“A decisão de tirar o Mano foi equivocada. Até agora, o Parreira e o Scolari não fizeram grandes mudanças, o que me deixa contente. De qualquer maneira, confio muito na Seleção Brasileira e tenho certeza que o time vai chegar forte na Copa das Confederações”, declarou.
