Jogos Olímpicos 2016/Hipismo - ( - Atualizado )

Pessoa minimiza recorde e quer pódio em possível despedida olímpica

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Com seis participações olímpicas como atletas, o velejador Torben Grael e o mesa-tenista Hugo Hoyama dividem o posto de recordistas entre os brasileiros com Rodrigo Pessoa. O cavaleiro, disposto a disputar os Jogos pela sétima vez, minimiza a chance de ultrapassar os compatriotas no Rio de Janeiro-2016, que pode marcar sua despedida da competição.

“Realmente, esse negócio de recorde não é uma coisa em que eu penso muito, mas quer dizer alguma coisa e é um incentivo. Quer dizer que sempre estivemos bem e tivemos a chance de ganhar três medalhas. Com certeza, seria muito bom poder ganhar uma medalha em casa. Seria especial”, disse Pessoa em entrevista à Gazeta Esportiva.net.

Então com 19 anos, o filho de Nelson Pessoa disputou os Jogos pela primeira vez em Barcelona-1992. Depois de conquistar o bronze por equipes em Atenas-1996 e Sydney-2000, o cavaleiro ficou com o ouro em Atenas-2004 ao lado do célebre Baloubet du Rouet.

Nascido e criado na Europa, Pessoa fala português com um leve sotaque francês, mas se diz honrado com a chance de atuar no Brasil em 2016. “Eu comecei muito novo nas Olimpíadas. Cada edição foi especial e trouxe emoções diferentes. Competir no próprio país vai ser incrível. Você só tem essa chance uma vez na vida”, afirmou.

Aos 40 anos, o campeão de Atenas-2004 hesita quando questionado se pretende fazer sua despedida olímpica no Rio de Janeiro-2016. Após a disputa do torneio, o cavaleiro pretende pensar com carinho no assunto antes de tomar uma decisão.

Fernando Dantas/Gazeta Press
No Rio de Janeiro-2016, Rodrigo Pessoa pode se tornar o brasileiro com mais participações olímpicas na história
“Por enquanto, a minha... Como dizer isso sem antecipar?”, pergunta Pessoa, desviando o olhar, como se estivesse procurando as palavras adequadas para se expressar. “Depois dessa Olimpíada, vou ver como estou. Tenho família e essa vida requer muitas viagens e deslocamentos. Com certeza, vou passar por um momento de reflexão”, declarou.

Com a presença de Pessoa, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) anunciou um acordo de aproximadamente R$ 6,5 milhões com o Ministério do Esporte na tarde de terça-feira, em São Paulo. Otimista, o cavaleiro, que acumula o cargo de técnico da equipe de saltos, fala com empolgação sobre o aporte.

“O Brasil teve a chance de ganhar algumas medalhas antes, mas foi muito por acaso. Agora, temos a chance de mudar isso. O objetivo é chegar ao Rio de Janeiro em condições de brigar com os Estados Unidos e com a Alemanha realisticamente, sem depender da sorte. Vamos tentar encontrar cavalos de melhor qualidade para que isso faça a diferença”, afirmou.

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