Há pouco mais de um mês, enquanto ainda buscava a reestruturação do marketing do Palmeiras, o diretor executivo José Carlos Brunoro, com a conivência do presidente Paulo Nobre, abriu mão de Barcos, de grande valor publicitário com sua comemoração de gols e o apelido de “pirata”. Resta aos novos dirigentes, agora, apostar na identificação de Valdivia e Henrique com o clube.
“O Palmeiras sempre foi movido a títulos e a grandes ídolos. Com a reconstrução do futebol e do marketing, Henrique e Valdivia serão transformados em produtos altamente importantes para serem trabalhados. Está em nossos pilares a gestão de imagem individual deles aliada a empresas”, disse o diretor Marcelo Giannubilo.
O dirigente considera “perfeitamente possível” explorar a imagem de Valdivia mesmo com as constantes lesões e o mau relacionamento, principalmente, com membros de torcida organizada – a Mancha Alviverde quis agredi-lo e atirou xícaras em sua direção em aeroporto de Buenos Aires e a TUP só não conversou com ele na Academia de Futebol no dia seguinte porque foi impedida pelos dirigentes.
Os números, porém, estão a favor do chileno no marketing. Sua camisa 10 é a mais procurada na Academia Store, loja oficial do clube na rua Augusta, na loja do Palestra Itália, representando aproximadamente 35% do total. Em segundo lugar está a camisa 3, que pertence a Henrique, capitão da equipe com a venda de Barcos para o Grêmio.
Brunoro entende que ídolo antigo a ser mais explorado no momento é só Marcos, goleiro que anunciou sua aposentadoria nos campos em janeiro do ano passado, mas que segue vinculado ao clube por ter colocado sua imagem à disposição e receber um salário por isso. “Temos um plano especial para o Marcos, que é um ídolo eterno. E vamos formar novos ídolos”, insistiu Brunoro.
O segredo dessa exploração, na opinião dos novos dirigentes do marketing, é que o time volte a ser vencedor. “Qualquer produto precisa estar na cabeça do consumidor para dar certo. Não precisa ganhar título todo ano, mas ser competitivo, sempre estar na disputa. Quanto mais isso acontecer, mais vai ajudar o marketing”, apontou Giannubilo.
