Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Apressado, Verdão desembarca sob pedido de "atropelamento" a Tijuana

William Correia Guarulhos (SP)

A passagem do Palmeiras pelo aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na noite desta sexta-feira foi rápida, mas suficiente para ouvir dos poucos torcedores presentes um pedido que demonstra até confiança no time para a sequência na Libertadores.

Logo depois de conceder entrevistas, Gilson Kleina ouviu um grito de um palmeirense, que pediu: “Vamos atropelar esse Tijuana, hein, Kleina!”. O técnico prosseguiu tranquilamente entre seguranças sua caminhada até o ônibus, ciente de sua missão nas oitavas de final no principal torneio das Américas.

O temperamento do treinador até facilitou a pressa da equipe para desembarcar. Solícito, Kleina deixou de lado o costume de técnicos não darem entrevistas em desembarque e atendeu aos jornalistas, para alegria dos jogadores. Alguns olhavam o chefe entre câmeras e vibravam entre si: “Que beleza, pegaram o Kleina!”, sorriam.

A calma do comandante e o acúmulo de profissionais de imprensa até o impediram de ouvir um dos presentes no saguão do aeroporto, que tirou uma foto de Kleina antes de gritar timidamente “vai, Corinthians!”. Só um torcedor uniformizado com a camisa do time estava perto, e mais preocupado em conseguir fotos e autógrafos.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O primeiro desembarque internacional do Palmeiras desde a confusão em Buenos Aires foi tranquilo e rápido
Um clima bem diferente do último desembarque internacional do Palmeiras. Em 7 de março, dia seguinte à derrota para o Tigre, os jogadores sofreram com tentativa de agressão a Valdivia e se tornaram alvo de xícaras – os estilhaços de uma delas cortou a cabeça de Fernando Prass. Na volta para o Brasil, a delegação, por segurança, desceu direto do avião para o seu ônibus.

Nesta sexta-feira, pouco antes dos jogadores aparecerem – cerca de uma hora após o anúncio do pouso de seu avião –, uma dezena de membros da Mancha Alviverde desceram juntos, mas sem fazer barulho e nem abordar nenhum jogador ou outra pessoa da delegação no saguão de desembarque.

Membros da Mancha foram responsáveis pela confusão em Buenos Aires, já que estavam irritados com Valdivia - antes do jogo contra o Tigre, o chileno apontou seus órgãos genitais para um dos organizados. Como resposta à tentativa de agressão, o presidente do Verdão, Paulo Nobre, deixou de dar a eles ingressos de partidas fora do País e a uniformizada viajou só com cerca de 15 integrantes para o Peru, mas o argumento era o valor da passagem, de cerca de R$ 1200.

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