Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Autuori ameaça inter-temporada e cobra reestruturação no Vasco

Rio de Janeiro (RJ)

Após o término da Taça Rio, o Vasco da Gama terá pela frente cerca de 40 dias até sua próxima partida oficial. Já sem esperanças no estaduaç, o time de São Januário terá de esperar pelo encerramento do Campeonato Carioca e o início do Brasileirão, quando enfrenta a Portuguesa, para voltar a jogar. Para piorar, o clube completa nesta sexta-feira três meses sem pagar os salários dos jogadores.

Dessa maneira, os jogadores credores podem acionar a Justiça e deixar o Vasco. Para evitar uma debandada, a diretoria passou o dia tentando solucionar o problema e tiveram o empenho reconhecido por Paulo Autuori: “Estou confiando muito no trabalho do René Simões com o Cristiano Khoeler e o Roberto Dinamite. Agradeço pelo esforço que estão fazendo.” O técnico, no entanto, deixou claro que os trabalhos na inter-temporada forçada serão realizados somente após a reestruturação do clube.

Marcelo Sadio/vasco.com.br
Paulo Autuori apresentou discurso duro ao pedir uma revolução nos bastidores vascaínos
“Não vou sacrificar jogadores que já estão sacrificados, pois chegam em casa sem receber e têm uma família. Que moral eu tenho para fazer isso? Os jogadores estarão lá fisicamente, e não mentalmente. Não tem a menor chance de acontecer se não reestruturarmos tudo, ou pelo menos não acertarmos algumas coisas. Se sairmos do Rio, é porque as coisas estão estruturadas”, sentenciou.

O treinador aproveitou para fazer um pedido aos torcedores cruz-maltinos. Ciente do momento conturbado vivido pela equipe em 2013, Autuori não quer ver os jogadores sendo chamados de mercenários por não conseguirem atuar em bom nível enquanto têm salários a receber. E garantiu à diretoria que quer ajudar no que for possível durante este processo.

“Não se pode chamar de mercenário quem trabalha sem receber, é incoerência. É muito fácil falar lá de cima, mas eles ficarem três meses sem receber passando por problemas nos trabalhos deles, quero só ver. Não quero mais promessas, acabou a ideia de tapar o sol com a peneira. É preciso reestruturar o clube e deixo claro que estou feliz por estar nesse processo”, destacou.

A paciência do comandante, porém, já tem data para acabar. Assim que assinou contrato com o Vasco, recebeu a garantia que os problemas seriam resolvidos até o mês de junho. “A partir de junho isso não pode acontecer e não irá acontecer. Acreditei nas pessoas. Eu cheguei agora, mas e aqueles que estão aqui há dois ou três anos, sempre ouvindo esse discurso? Quando se perde a credibilidade, acaba tudo”, afirmou Autuoria que, apesar do alerta, está confiante para ver “criança crescer”.

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