Futebol/Copa Libertadores - ( )

Bolivianos torcem pelo Corinthians e são fãs do “irmão” Guerrero

Bruno Ceccon e Marcos Guedes São Paulo (SP)

Punido pela morte de Kevin Beltrán Espada na partida diante do San José, o Corinthians conta com a admiração da maioria da numerosa colônia de bolivianos em São Paulo. O jogador favorito dos imigrantes do país vizinho é o atacante peruano Paolo Guerrero, herói do título mundial.

Excursão tem receio e pedido de paz

“De cada 10 bolivianos aqui em São Paulo, pelo menos seis são corintianos. O Guerrero é nosso irmão. Antigamente, nos tempos da colônia, Peru e Bolívia eram como se fossem o mesmo país. Por isso, o Guerrero é quase um boliviano”, afirmou Victor Hugo Miranda, técnico em informática.

Um dos organizadores da excursão de torcedores do San José ao Pacaembu, ele chegou ao Brasil em 1997. Dessa forma, acompanhou de perto o bicampeonato brasileiro em 1998 e 1999 e o título mundial de 2000, com o meia Marcelinho Carioca como protagonista.

Além de leais seguidores do San José, fãs de outros times bolivianos, como Bolívar e Strongest, também foram ao Pacaembu. De acordo com Victor Hugo, alguns torcedores queriam ir ao setor visitante com a camisa do Corinthians, mas os organizadores decidiram vetar a ideia.

Diante da admiração dos bolivianos pelo clube, a derrota por 3 a 0 na partida disputada na noite de quarta-feira não foi tão traumática. Com a eliminação do San José, os imigrantes prometem apoiar Corinthians na Copa Libertadores, caso o Strongest não consiga a classificação no Grupo 3.

“Muitos vieram para torcer, ao mesmo tempo, pelo San José e pelo Corinthians. Saímos contentes, porque cumprimos o papel de apoiar o time boliviano e também porque o Timão ganhou. Ainda temos o Strongest, que depende de suas próprias forças”, afirmou o boliviano de 30 anos, nascido em Cochabamba e fã do Jorge Wilstermann.

Coincidentemente, Kevin Beltrán também era um admirador do Corinthians. A presença do atual campeã do mundo, reforçado pelo astro Alexandre Pato, levou o garoto a deixar a cidade de Cochabamba para acompanhar a partida realizada em Oruro no último dia 20 de fevereiro.

“Estamos com o coração machucado. Sentimos pela família do Kevin, tanto que trouxemos uma faixa em sua homenagem. Ao mesmo tempo, somos gratos ao Brasil, o país que nos abriu as portas, e queremos mostrar aos corintianos que estamos juntos, torcendo para que os 12 ainda presos em Oruro possam voltar”, declarou Victor Hugo.

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