Futebol/Campeonato Paulista - ( )

De Mirassol a Tigre, Kleina sobrevive visando o resgate do Palmeiras

William Correia São Paulo (SP)

Em uma diferença de seis dias, Gilson Kleina passou de técnico sob sério risco de demissão após ter perdido por 6 a 2 para o Mirassol a motivador capaz de lidar com uma série de desfalques ao manter o Palmeiras vivo na Libertadores, vencendo e convencendo ao impor 2 a 0 sobre o Tigre. Uma mudança que ele atribui ao seu maior objetivo no clube: resgatar sua grandeza.

“Quem avalia todo o contexto, vê que todas essas dificuldades não são normais, mas não viemos aqui lamentar. Penso sempre na solução, e as coisas aqui estão caminhando bem. Enquanto eu tiver energia e apoio, vamos caminhando até o fim. O que mais quero é resgatar a credibilidade da camisa do Palmeiras”, comentou Kleina.

O discurso é afinado com o da diretoria, que até abriu mão da Libertadores para priorizar a Série B do Brasileiro. Foi pensando nisso que o presidente Paulo Nobre e o diretor executivo José Carlos Brunoro suportaram a forte pressão para demitir o treinador e, também olhando para o cofre para lembrar que não tem os quase R$ 2 milhões a serem pagos no caso de dispensa de Kleina, optaram por manter o foco na volta à primeira divisão nacional.

“Desde quando acabou aquela tragédia, comecei a ter apoio da diretoria”, lembrou Kleina. “O resultado foi vexatório, a vergonha que tivemos foi grande, passamos por uma situação muito ruim, mas tivemos o sentimento de volta por cima. Era questão de honra demonstrar nosso valor, e vamos mostrar jogo a jogo”, prometeu.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Em seis dias, Kleina escapou da demissão após ser goleado pelo Mirassol até ser elogiado por vencer o Tigre
Após a humilhante goleada, um Verdão cheio de reservas venceu o Linense por 2 a 1, pelo Paulista, no dia do aniversário de Kleina, que comemorou levando ovada nos vestiários e tirando fotos abrindo largos sorrisos com Nobre. Mas diz que ainda não esqueceu o que ocorreu em Mirassol. “A cicatriz continua aberta, só vamos apagar essa mancha com grandes jogos como esse, contra o Tigre.”

Apoio nesta semana de reviravolta não faltou. “A primeira superação foi o apoio dentro de casa. O apoio familiar é fundamental por vir de pessoas que convivem diretamente com você e sabem do seu sofrimento”, afirmou, dizendo ter sido incentivado também por torcedores. “Sei que não sou unanimidade, mas recebi várias mensagens de palmeirense de todo o Brasil. Pouco saí na rua, mas, quando saí, tive muito incentivo. Isso é muito legal, você pega força.”

A força mais eficiente, contudo, veio do elenco, que demonstrou união já no sábado com todo o time indo abraçá-lo depois do gol de Marcelo Oliveira, aos 45 minutos do segundo tempo, que assegurou o triunfo sobre o Linense e calou as vaias que já vinham das arquibancadas pela má atuação no Pacaembu.

“Na conversa com os jogadores, e nas conversas entre eles, se vê nos olhos que querem ajudar, participar e dividir a responsabilidade. É legal pelo sentimento, o ambiente do Palmeiras é bom. Em todo trabalho que os reunimos, tudo é falado olho no olho. Nunca deixamos de falar dos nossos erros, nem de nos enaltecer. Cabe a mim exigir e procurar algo a mais”, disse o técnico.

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