Futebol/Campeonato Baiano - ( - Atualizado )

Jorginho deixa o comando do Bahia depois de goleada na Fonte Nova

Helder Júnior* Salvador (BA)

O primeiro jogo do Bahia na Arena Fonte Nova foi o último de Jorginho a serviço do clube. O técnico não resistiu à humilhante goleada sofrida para o Vitória neste domingo e anunciou a sua demissão logo após o clássico.

“Peço desculpas pela demora para dar entrevista. Estava resolvendo o que fazer da vida. Conversei com a diretoria, e entramos em acordo para eu, a partir de hoje, não ajudar mais o Bahia. Estou deixando o clube, mas vou responder sobre tudo, com a maior tranquilidade possível. Parabéns ao Vitória pelo resultado”, comentou Jorginho.

De fato, o técnico não fugiu de nenhuma pergunta – chamou cada um dos jornalistas de “amigo”, posou para fotos com uma fã que parecia não se importar com a goleada vexatória e até pediu para o departamento de comunicação do Bahia estender a sua entrevista coletiva.

O assunto mais polêmico para Jorginho era o recente desentendimento com o centroavante Souza. “Tudo já foi esclarecido. A única coisa que aconteceu foi que ele me falou um palavrão em um treino, que não vou repetir aqui porque há garotas presentes, e eu fui tirar satisfação. Ele disse que aquilo não era para mim Todo o resto que estão falando é mentira. Nunca tivemos problemas”, garantiu.

Em todos os momentos, Jorginho fez questão de ressaltar que a relação desgastada com o elenco não havia sido o principal motivo de sua saída do Bahia. “Talvez eu esteja indo embora porque não estava conseguindo tirar o melhor dos atletas. Episódios como o do Souza acontecem. O Titi perdeu a braçadeira de capitão, mas tudo bem. Se ele tivesse perdido o braço... Ser capitão é furada. Fiquei muito tempo no clube. Foi bom enquanto durou”, disse.

Djalma Vassão/Gazeta Press
A goleada do Vitória sobre o Bahia por 5 a 1 derrubou o técnico Jorginho do comando tricolor
Jorginho só não conseguiu esclarecer qual foi a primeira parte a decidir por sua demissão – segundo ele, tudo ocorreu em “comum acordo” com a diretoria. Também se dirigiu aos torcedores do Bahia, tentando minimizar a humilhação no clássico inaugural da Arena Fonte Nova.

“Foi só mais um jogo. A festa é promovida por pessoas interessadas em levar dinheiro aos seus investidores. É mais isso do que qualquer outra coisa. Bahia e Vitória têm a mesma capacidade. Tivemos um dia infeliz. Ficamos chateados, é claro, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Espero que os torcedores continuem apoiando porque, sem eles, só quem perde é o clube”, discursou o ex-técnico do Bahia.

*O repórter viajou a convite da organização.

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