Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Evo se exime sobre corintianos presos e atribui caso ao Judiciário

Bruno Ceccon, Enviado Especial Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)

No intervalo do amistoso entre Bolívia e Brasil, disputado em Santa Cruz de la Sierra na tarde deste sábado, o presidente Evo Morales concedeu uma breve entrevista. Nos camarotes do Estádio Ramon Tahuichi Aguilera, ele atribuiu a questão dos 12 corintianos presos em Oruro ao poder Judiciário e tratou de se eximir.

“Lamento muito o que aconteceu em Oruro. Entendo a enorme preocupação dos brasileiros, mas vocês também sabem que há poderes independentes e isso é responsabilidade do poder Judiciário. O poder Executivo não tem essas atribuições”, declarou Evo.

O grupo de brasileiros preso em Oruro é acusado de envolvimento na morte de Kevin Beltrán, 14 anos, atingido por um sinalizador no jogo entre San José e Corinthians, pela Copa Libertadores. Questionado se já tratou do tema com a presidente Dilma Roussef, Evo procurou garantir que a questão não interfere na relação entre os dois países.

“A Dilma é muito respeitosa da independência entre os distintos órgãos. Quero dizer que temos relações muito fluídas com o Brasil. Somos dois países irmãos e vizinhos. Esse problema não afeta em nada. É uma questão que se apresentou e vai ser resolvida pelo poder Judiciário”, repetiu.

Há quem diga que a prisão dos torcedores do Corinthians detidos em Oruro desde o dia 20 de fevereiro tenha uma conotação politica, já que o Brasil ofereceu asilo ao senador Roger Pinto, integrante da oposição ao presidente Evo Morales. Oficialmente, autoridades dos dois países negam a tese.

Rafael Ribeiro/CBF
Presidente Evo Morales exibe camisa autograda por Neymar ao lado de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero
Parte da renda do amistoso disputado na tarde deste sábado deve ser revertida à família de Kevin Beltrán. O tema causou desconforto, já que a Federação Boliviana de Futebol (FBF) exigiu ficar tom toda a arrecadação para então decidir a parcela que será repassada aos parentes do garoto.

“Uma vida foi perdida e esse tipo de problema dói. Eu sou de Oruro e lamento pela dor da família”, declarou Evo Morales. Em seguida, o boliviano ganhou das mãos de José Maria Marin, presidente da CBF, uma camiseta do Brasil autografada por Neymar e posou para fotos.

“Estamos encontrando toda a boa vontade das autoridades bolivianas para ter uma solução o mais rápido possível para o problema dentro do respeito à legislação vigente no país. O presidente Evo é um esportista e tem grande sensibilidade humana”, discursou Marin.

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