Futebol - ( )

"Fãzaço" de Pato, Emerson vibra por ter ganhado posição no campo

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Quando Tite sacou Emerson do time titular do Corinthians, mencionou dois atrasos do atacante. O jogador teve trabalhar bastante para mostrar ao chefe que merecia uma nova oportunidade na equipe que ajudou a fazer extremamente vitoriosa na última temporada.

“Já falei, atrasei por causa dos meus filhos, levei balão da babá. Se tivesse que atrasar de novo pelos meus filhos, faria tudo igual. Respeitei a posição da diretoria, do treinador, do companheiro que entrou no meu lugar. Por conhecer muito bem o treinador que tenho, sabia que a única maneira de reconquistar o espaço seria por meio dos treinos e dos jogos”, afirmou o Sheik.

“A gente sabe desde a base que não adianta aparecer em frente às câmeras e reivindicar alguma coisa. A resposta é no campo. Eu sabia que era lá que precisava buscar. E estou feliz da vida agora. Tinha passado um período de duas ou três semanas complicadinhas na minha vida, coisa familiar, de saúde, mas está tudo resolvido”, acrescentou o atleta, mais sorridente do que a babá. “Mandei embora, né? Pô, tá de sacanagem?”

A nova ascensão de Emerson fez Alexandre Pato perder parte do espaço que havia conquistado. O principal reforço do Corinthians para a temporada está no banco de reservas, ao lado de Jorge Henrique, com Danilo, Romarinho, Guerrero e o Sheik em campo.

“Pô, cara, sou fãzaço dele, até suspeito para falar. O cara é fara, joga para caramba. Não adianta eu chegar aqui e falar que isso não é verdade, porque todo o mundo sabe. Ele foi merecidamente convocado para a Seleção, não foi por acaso. Mas é lá dentro que se resolve, só podem jogar 11”, comentou Emerson.

Divulgação/Agência Corinthians
Emerson mostrou serviço a Tite e passou a fazer companhia a Guerrero no ataque (foto: Daniel Augusto Jr.)
Seleção e Justiça
Se Pato tem sido convocado por Luiz Felipe Scolari, o Sheik, pelas informações que tem, nem pode. Ele chegou a defender a seleção do Catar e foi avisado pela Fifa que não poderia seguir no time nacional porque já havia jogado pelo Brasil nas categorias de base.

“Foi em 2010, 2008, sei lá. Aí fui proibido pela Fifa de atuar pelo Catar. Voltei para o Brasil, fui bem em algumas oportunidades e começaram a perguntar sobre Seleção. No ano passado, saiu uma nota dizendo que eu não poderia jogar na Seleção Brasileira. É muito confuso. Eu não podia jogar lá, não joguei mais lá. Agora não posso jogar aqui. P..., onde eu jogo então?”, reclamou.

O outro assunto abordado pelo atacante em mais uma inspirada entrevista, concedida na última terça, foi seus problemas recentes na Justiça. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro o denunciou em fevereiro por contrabando de veículos, algo que ainda o preocupa bastante.

“Eu tenho medo, lógico que tenho medo, embora tenha consciência tranquila. Não fiz nada errado. Vi um carro e comprei. Se tinha algo errado com o carro, não tenho culpa. Foram mais de cem carros apreendidos, mas só meu nome fica aí. Entendo, sou o Emerson do Corinthians, mas tem muita gente lesada, na mesma situação”, defendeu-se.

“Isso assusta quando começo a lembrar dos meus filhos, todo o mundo sabe que sou apegado. O Emerson (Filho) fez oito anos, gosta de entrar na internet, ver o que o pai fala, assistir aos melhores momentos. Ele pode ler alguma coisa que não seja verdade, não é bacana”, acrescentou o jogador, antes de reafirmar a própria inocência: “Graças a Deus, posso comprar um carro com o dinheiro do meu trabalho sem me envolver em coisa errada”.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade