Futebol/Campeonato Paulista - ( )

"Guerreiro" e "sangue na veia" viram lemas do Palmeiras pós-Mirassol

William Correia São Paulo (SP)

Em 27 de março, o Palmeiras saiu de Mirassol derrotado por 6 a 2 e definindo a vexatória goleada como um “divisor de águas”. E iniciou-se uma sequência de vitórias baseada em dois lemas que uniram elenco, comissão técnica e diretoria: espírito de guerreiro e sangue na veia.

O segundo mantra é repetido a cada entrevista do presidente Paulo Nobre desde a classificação antecipada na Libertadores. “Esse time é sangue na veia, corre do primeiro ao último minuto de jogo. Assim, os resultados acabam acontecendo de uma forma natural”, definiu o mandatário.

Os jogadores incorporaram tanto a expressão que Vilson fez questão de comemorar seu gol na vitória por 4 a 1 sobre o Guarani batendo com a mão no braço. O gesto também mostra a garra que o time insiste em frisar. “Sempre estamos nos cobrando. O resultado está vindo agora, mas precisamos sempre ter os pés no chão. Mudamos a nossa filosofia de jogar, incorporamos o espírito de guerreiro”, definiu Charles.

A marca tem sido usado intensamente por Gilson Kleina, o principal sobrevivente do vergonhoso resultado em Mirassol. O treinador continuou no clube somente por convicção de Paulo Nobre, além da falta de dinheiro para arcar com quase R$ 2 milhões entre multa rescisória e salários atrasados.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Vinicius e Vilson simbolizam sangue na veia e espírito guerreiro incorporado pelo time ao comemorar gol sobre Guarani
“O que mais escuto são rótulos. O Palmeiras é sangue na veia e é assim que eles devem ser chamados. Atletas que estão no sacrifício estão se doando ao máximo, os companheiros que entram aplaudem”, lembrou o técnico, dizendo-se satisfeito sem esquecer de sua pior derrota em oito meses no clube.

“Acredito que hoje a torcida do Palmeiras tem o orgulho de ver o time em campo. Sei o grupo que tenho nas mãos. Em Mirassol, nada deu certo. A cicatriz ainda está aberta. E só vai fechar com vitórias, títulos”, reforçou, sob a cobrança de todos, da diretoria aos atletas, a manutenção do espírito adquirido desde aquela goleada.

“Tem que se dedicar assim em todos os jogos. O Palmeiras quando entra em campo tem o foco na vitória e o grupo está muito determinado em sempre seguir em frente”, exigiu Paulo Nobre.

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