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Kaká completa 31 anos em momento crítico da carreira

Madri (Espanha)

Criado nas categorias de base do São Paulo, Kaká foi alçado ao time principal em 2001, quando ainda era conhecido como Cacá, e logo despontou como um dos principais meio-campistas do futebol nacional. O tempo passou e o atleta revelado pelo clube tricolor chegou ao topo do esporte mundial atuando por Seleção Brasileira, Milan e Real Madrid. No entanto, 12 anos após alcançar o nível profissional, o jogador completa 31 anos de idade nesta segunda-feira e passa por momento crítico em sua carreira.

Depois de estrear pelo São Paulo em 1 de fevereiro de 2001, contra o Botafogo, Kaká chamou atenção quando teve atuação decisiva novamente contra o time alvinegro na final do Torneio Rio-São Paulo daquele ano. Comandado pelo treinador Oswaldo Alvarez, o meio-campista entrou na vaga do volante Fabiano durante a etapa complementar e anotou os dois gols no triunfo por 2 a 1. Logo em seus primeiros passos como profissional, fixou seu nome nos registros da história da agremiação tricolor.

Embalado pelo desempenho na competição regional, o ainda jovem atleta seguiu como um dos principais jogadores do São Paulo nos meses seguintes. A recompensa veio em 2002, quando Luiz Felipe Scolari o incluiu na lista de 23 jogadores convocados para representar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão. Jogador mais novo do grupo pentacampeão, o meio-campista recebeu poucas oportunidades na competição e atuou por apenas 18 minutos, entrando no lugar de Rivaldo contra a Costa Rica, ainda na fase de grupos.

Campeão mundial, Kaká retornou ao São Paulo sendo mais cobrado por seus torcedores. O insucesso no Campeonato Brasileiro de 2002 e algumas más apresentações em 2003 diminuíram o prestígio do meio-campista nas arquibancadas do Morumbi. Um dos momentos críticos da relação aconteceu em 13 de junho de 2003, quando membros de torcida organizada compareceram em treinamento no estádio e vaiaram os jogadores.

“Tenho 21 anos e muita coisa para aprender no futebol. As vaias fazem parte da vida de um jogador. É necessário saber lidar com esta situação. Grandes atletas também foram vaiados e deram a volta por cima. Até o Rivelino foi vaiado e mostrou a todos o seu talento”, analisou Kaká naquela ocasião.

Gazeta Press
Atuando ao lado de Luis Fabiano, Kaká deixou o São Paulo após ser criticado pela torcida tricolor

Com o meio-campista sendo alvo de interesse de clubes do futebol europeu, o momento conturbado acelerou a negociação do jogador, que acabou sendo vendido ao Milan por 8,5 milhões de euros (cerca de R$ 22,3 milhões em valores atuais) ainda em junho daquele ano. A consolidação na equipe italiana também não demorou a acontecer e já em 2003/2004 o atleta se tornou peça importante no esquema tático do treinador Carlo Ancelotti.

Titular absoluto do clube rubro-negro, Kaká assumiu titularidade na Seleção Brasileira e, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, conquistou a Copa das Confederações de 2005 e chegou à Copa do Mundo de 2006 como uma das referências do time verde-amarelo. Todavia, ao lado de jogadores como Dida, Roberto Carlos, Cafu, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano, falhou na busca pelo hexacampeonato em território alemão, caindo contra a França, de Zinedine Zidane, nas quartas de final.

O auge veio em 2007, quando liderou o Milan na conquista da Liga dos Campeões da Europa. Além do troféu do torneio continental, o camisa 22 assegurou a artilharia da competição, com dez gols. Como resultado, foi eleito melhor jogador do mundo pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado).

O grande desempenho fez o meio-campista entrar na mira do Manchester City, que em busca de se firmar como potência no esporte mundial, ofereceu 105 milhões de euros (aproximadamente R$ 276,2 milhões) ao Milan pelo atleta em 2009. Porém, Kaká recusou a oferta e permaneceu na agremiação italiana. Pouco tempo depois, acabou acertando com o Real Madrid, contratado por 68,5 milhões de euros (por volta de R$ 180,2 milhões).

AFP
Preterido por José Mourinho no Real Madrid, Kaká é figura constante no banco de reservas do time espanhol

Ao lado do também recém-contratado Cristiano Ronaldo, o meio-campista chegou ao time espanhol como líder da nova era galáctica. Dentro de campo, contudo, o atleta foi atrapalhado por problemas físicos e jamais justificou o alto investimento feito pelo clube presidido por Florentino Pérez. Na Seleção, por sua vez, foi prestigiado pelo técnico Dunga e conquistou novamente a Copa das Confederações em 2009, mas na Copa do Mundo de 2010, vestindo a camisa 10, caiu nas quartas de final contra Holanda.

Após o fracasso no torneio disputado em território sul-africano, Kaká entrou em declínio no Real Madrid com a chegada do treinador José Mourinho e a contratação do meio-campista alemão Mesut Ozil, um dos destaques de seu país na Copa do Mundo. Com papel secundário no elenco espanhol, foi liberado para negociar com outras equipes e se aproximou de retorno ao Milan nesta temporada, mas optou por permanecer no time branco.

“Não está sendo um período fácil para mim, mas estou cada vez mais forte mentalmente. Desejo triunfar aqui. Disse que estava disposto a encontrar uma solução para o clube e para mim, mas não conseguimos chegar a um acordo”, explicou depois de não conseguir acordo com seu ex-clube.

Com pouco espaço na escalação principal do Real Madrid, Kaká ficou ausente da Seleção Brasileira em 2011 e retornou apenas em 2012, ainda sob o comando de Mano Menezes. Depois de Luiz Felipe Scolari assumir a equipe verde-amarela em novembro do último ano, o meio-campista disputou apenas duas partidas pelo time nacional, sendo uma como reserva e outra como titular.

Kaká entrou em campo em 21 partidas pelo Real Madrid nesta temporada, sendo 11 como titular, e marcou quatro gols. Vinculado ao clube espanhol até junho de 2015, o atleta tem salário que se aproxima dos R$ 27 milhões anuais. Paris Saint-Germain, Los Angeles Galaxy, Galatasaray, São Paulo, Milan e Flamengo já foram apontados como interessados no meio-campista, que segue com futuro incerto no futebol.

Wander Roberto/Vipcomm
Scolari já deixou claro que não deve convocar Ronaldinho e Kaká juntos para Seleção Brasileira

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