Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Kleina vê raça organizada e avisa Tigre: "Nossa porrada foi vencer"

William Correia São Paulo (SP)

Os únicos momentos de irritação de Gilson Kleina nesta terça-feira ocorreram no segundo tempo diante de jogadas violentas do Tigre. Mas mesmo esses períodos resultaram em orgulho. O técnico pediu ao Palmeiras cuidado com os argentinos, igualando-se na raça sem esquecer da organização tática, e foi o que viu na vitória por 2 a 0 no Pacaembu.

“Entrei no vestiário e vi dois, três jogadores com o rosto inchado porque tomaram porrada. Mas a porrada maior foi a nossa vitória”, sorriu o treinador, que durante a partida chegou a deixar sua área técnica para reclamar com a arbitragem. Antes do jogo, ele passou aos atletas um vídeo da derrota na Argentina, por 2 a 0, e lembrou que Valdivia e Maikon Leite voltaram de Buenos Aires machucados – e ainda estão vetados.

“O Tigre é uma equipe que joga com mais virilidade mesmo. Avisei que tínhamos que ir com o pé firme. Sem ser desleal, mas que seria um jogo pegado que o árbitro deixa acontecer”, apontou, feliz por ver a postura de seu time ao anular as jogadas de Botta, único jogador do Tigre com criatividade, e também as bolas alçadas na área – só a primeira do jogo passou pela zaga palmeirense.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Nesta terça, técnico só se irritou com violência do Tigre, mas até nesse caso o seu time reagiu bem
“Nossa conversa foi de que não adianta nada cair na provocação e na catimba. Em toda discussão quando estivesse 0 a 0, o tempo era contra nós. Pedimos para que eles se afastassem de qualquer jogada polêmica porque eles queriam ganhar tempo, valorizar, jogar no nosso erro”, lembrou, completamente satisfeito com o desempenho em campo.

“Não foi uma raça desorganizada. Foi uma raça pressionando o tempo todo, como treinamos e exigimos bastante. Fizemos a transição da bola, usando os lados do campo, executando jogadas de penetração. O importante foi a equipe jogou o tempo todo com intensidade, mas com inteligência”, enalteceu, valorizando o apoio constante e ininterrupto dos quase 20 mil pagantes nesta noite no Pacaembu.

“Falamos o tempo todo para a equipe se movimentar. Tivemos uma pegada forte, a equipe foi briosa, sem tirar o pé da dividida, ganhando também por cima. Foi uma equipe muito atenta, valiosa. O orgulho do torcedor foi ver como os jogadores se entregaram. Praticamente todas as divididas foram nossas. Essa vontade de vencer contagiou, e sem chutão para se desfazer da bola”, ressaltou.

Criticado de forma mais intensa desde a derrota por 6 a 2 para o Mirassol, na quarta-feira, Gilson Kleina, enfim, pôde sorrir sem nenhuma contestação neste ano. “A química maior foi da torcida com os atletas. Por mais que estejamos passando por um momento de transição e torcedor, deu para ver como o torcedor confia nesse elenco. O mínimo que temos que fazer é correr”, ensinou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade