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Momento de Sheik e Romarinho é explicação para Pato no banco

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Tite não é afeito a explicações específicas sobre o motivo de jogadores ficarem no banco. Ele prefere direcionar as análises para os que foram escolhidos, algo repetido nesta sexta-feira diante dos questionamentos sobre a atual condição de reserva de Alexandre Pato.

O técnico do Corinthians citou vários outros nomes antes de entrar propriamente no assunto da pergunta. E acabou justificando sua opção apontando os bons momentos vividos por Emerson e Romarinho, escalados para o confronto com a Ponte Preta, no domingo.

“Se todos os que terminaram o título mundial (entre os 11) tivessem permanecido no mesmo nível técnico e físico, ainda estariam no time, mas as oportunidades foram surgindo. O Renato (Augusto) assumiu uma posição, saiu machucado e vai ter de buscar o espaço. O Chicão era titular, teve um problema no joelho, o Gil entrou bem. O Pato entrou e ia continuar se mantivesse aquele nível, mas não teve a sequência, agora vai buscar. Nesse meio tempo, o Emerson e o Romarinho cresceram. O Guerrero manteve o nível, e o Danilo é importante”, analisou o gaúcho.

Há também um motivo tático claro pela condição de reserva da camisa 7. Por suas características, o atleta atua sempre perto do gol, como um atacante que encosta em Paolo Guerrero ou no lugar do peruano, propriamente na condição de centroavante.

Divulgação/Agência Corinthians
Alexandre Pato é a arma do Timão para o segundo tempo contra a Ponte Preta (foto: Daniel Augusto Jr.)
Está difícil desbancar o herói do Mundial, que segue marcando gols com uma média impressionante. E o posicionamento de Pato atrás de Guerrero acaba gerando problemas na articulação, pois, com um atacante aberto de um lado – nos últimos jogos, Romarinho – e Danilo aberto do outro, acaba ficando um espaço grande no meio. A recomposição defensiva também fica problemática.

Na vitória por 2 a 0 do Timão sobre o Atlético Sorocaba, Tite escalou Pato e Guerrero, com Emerson de um lado e Danilo do outro. Gostou do “poder de fogo” exibido pelo time, mas viu o frágil time do interior criar muitas jogadas perigosas. Reeditar a estratégia não está descartado, mas usá-la desde o início das partidas vai requerer bastante treino.

“Posso repetir, devo repetir e seguramente vou repetir, mas não tive tempo hábil para trabalhar. No momento, é outra formação que está mais ajustada. E não adianta perguntar: ‘Por que não testou antes?’. Sempre tinha algum deles fora, mão tive oportunidades. Seguramente vou usar, mas hoje não é o momento de se iniciar dessa forma”, concluiu o técnico.

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