Futebol/Copa Libertadores - ( )

Palmeiras adota filosofia "pezinhos no chão" para não se empolgar

Callao (Peru)

O Palmeiras chegou ao Peru embalado por cinco vitórias seguidas, com a possibilidade de estabelecer uma sequência de triunfos que não ocorre desde 2009. Mas a preocupação do time é somar três pontos diante do eliminado Sporting Cristal para garantir a liderança de seu grupo na Libertadores. O que só vai ocorrer se a humildade seguir como marca da equipe.

“Precisamos manter os pezinhos no chão”, definiu Mauricio Ramos, um dos líderes do elenco. “O grupo é jovem, todos estão com fome de vencer. Se um ou outro estiver desviando desse caminho, vamos segurá-lo para todos entrarmos em cada jogo como se fosse o jogo de nossas vidas”, completou o zagueiro.

Não se animar demais tem sido o principal tema das conversas de Gilson Kleina com seus comandados. “Eu me preocupo com isso. É mérito total do grupo antecipar duas classificações em uma semana, mas não podemos parar em cima disso, sentar nessa classificação e achar que tudo está resolvido”, disse o técnico.

Em três semanas, o Verdão deixou para trás as contestações que aumentaram após a derrota por 6 a 2 para o Mirassol e assegurou por antecipação a sua passagem para as quartas de final do Paulista e as oitavas de final da Libertadores, jogando nos dois torneios agora só pela possibilidade de ter vantagem com campanhas melhores. Uma prova de superação que não pode se voltar contra o time.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Um dos líderes do elenco, Mauricio Ramos promete conter o ânimo exagerado de qualquer companheiro
“Estamos começando a respirar melhor, mas isso não quer dizer que estamos em zona de conforto. Se resgatamos a autoestima e o torcedor, foi com essa atitude. E nossa fome tem que aumentar, assim vamos chegar onde queremos. O objetivo é ficar em primeiro lugar”, falou Kleina, de olho na vantagem de decidir em casa uma vaga nas quartas de final caso avance na primeira posição do grupo 2.

O fato de o Sporting Cristal já estar eliminado não pode ser uma armadilha. “Responsabilidade temos sempre, independentemente da situação do rival. A importância de se colocar a camisa do Palmeiras é ir para campo e ter que vencer. Um time assim pode fazer a jogada que quiser porque não tem pressão nem pretensão. A responsabilidade diminui e o cara joga mais solto. Precisamos estar atentos”, afirmou Kleina.

É seguindo o discurso de seu comandante que o Palmeiras quer manter o sonho que muitos já consideraram improvável: ser campeão da Libertadores neste ano. “Precisamos ter os pés no chão porque a qualquer momento a coisa ruim pode voltar. Com os pés no chão, podemos chegar mais longe e buscar esse título”, projetou Souza.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade