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"Pilhado", Tite alimenta inquietude para seguir vencendo no Timão

Marcos Guedes São Paulo (SP)

De acordo com Tite, quem viu sua preleção à partida contra o Linense, no último final de semana, sabe que ele não perdeu a sede de vencer no Corinthians. O técnico combate a acomodação como receita para um sucesso duradouro no clube do Parque São Jorge.

Cinco anos após o fim de sua primeira passagem, o gaúcho voltou ao Alvinegro no fim de 2010. Superadas as dificuldades no início de 2011, ele acumulou um título brasileiro, um sul-americano e um mundial. E se coça para que a sequência não chegue o fim.

“Eu nem tenho a dimensão do que seria o bi da Libertadores, mas sei que é muito grande. É só ver quanta dificuldade a gente passou no ano passado e as dificuldades que já passou neste ano”, afirmou o treinador, antes de repetir uma batida lista de problemas encontrados no Grupo 5 da competição.

Apesar deles, o Timão avançou às oitavas de final com a primeira colocação da chave. Agora a preocupação de Tite é manter no grupo a ambição demonstrada ao longo de toda a última temporada. Ainda que ele não admita, tem sido óbvia a soberba da equipe em algumas partidas.

Divulgação/Agência Corinthians
Tite procura se manter "pilhado" para alimentar a ambição de novas conquistas (foto: Daniel Augusto Jr.)
A própria derrota para o Linense é um exemplo. Inflamada ou não pelo discurso na palestra do chefe, os atletas começaram atropelando e rapidamente abriram o placar. Depois, repetiram roteiro comum na temporada, atuando em marcha lenta – desta vez, houve o castigo da virada.

“Você não viu a palestra antes do jogo para saber o que é pilhado, mas é preciso manter. Eu acredito em crescimento, em estar inquieto. Essa inquietude faz crescer. Você busca o treinamento aprimorado, ouve a cobrança, ouve o reconhecimento justo e cresce”, comentou o técnico.

Segundo ele, os jogadores percebem facilmente quando o chefe já não está motivado. “É só olhar. Ele fica de costas para o treino, conversando com diretor. O atleta sabe”, disse Tite, que faz questão de deixar clara a sua observação até o último minuto dos treinos.

Só assim, pensa o gaúcho, é possível manter um trabalho longo como técnico no Brasil. Há dois anos e meio no Corinthians, ele chegou a dizer que ultrapassar a marca dos três anos geralmente causa um desgaste grande. Agora, mostra-se disposto até a renovar seu contrato em dezembro.

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