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“Sem modéstia”, Dadá aprova Cuca e vê Galo forte na Libertadores

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Melhor campanha da primeira fase da Libertadores da América, com 100% de aproveitamento e uma invejável invencibilidade no Arena Independência: este é o início de temporada do Atlético-MG, que espera sair de uma incômoda fila em 2013. Com um incondicional apoio, o torcedor alvinegro não deixa de acreditar que o Galo está perto dos títulos e o bom retrospecto alimenta a ansiedade. Entre os maiores ídolos da história do clube, o atacante Dadá Maravilha, que acompanha o atual elenco de perto, também mostra confiança na atual campanha e revela que o espírito no CT de Vespasiano é de um time campeão.

“O ambiente está maravilhoso. Eu viajei à Bolívia no avião do Atlético-MG, conversei com os jogadores, senti um espírito muito unido, um espírito de campeão. Então, o Atlético está no caminho certo. Com humildade, todos os jogadores estão se cuidando, você não vê ninguém bebendo, não tem farra. Está muito legal”, explicou o ídolo alvinegro à Rádio Gazeta AM.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Animado com o clima nos bastidores do Galo, Dadá destaca a humildade dos jogadores nesta Libertadores.
Depois de acompanhar a vitória do Galo sobre o boliviano The Strongest, Dadá se animou com o ambiente do grupo e revelou que os jogadores têm demonstrado muita humildade ao tratar sobre a atual campanha da Libertadores. Questionado sobre o trabalho de Cuca, que tenta espantar o fantasma da competição continental de 2011, quando fez a melhor campanha com o Cruzeiro e foi eliminado nas oitavas de final pelo Once Caldas, o ex-atacante mostra total confiança no treinador, alegando que o comandante aprendeu com os erros cometidos no passado.

“Pipocar e amarelar pode tirar do dicionário, porque ele apanhou e aprendeu. Eu estive conversando com o Cuca e ele me disse que tem total convicção de que esse time do Atlético-MG vai dar muita alegria para a torcida, porque é um time de massa, um time de homens responsáveis. Eu conversei bastante com o Cuca e posso te dizer que o Atlético está preparado, não tem ninguém de salto alto, ninguém mascarado, todos sabem que o Atlético-MG ainda não ganhou nada. A humildade está reinando no elenco”, garantiu Dadá.

Acervo/Gazeta Press
Irreverente, Dadá afirma que Ronaldinho Gaúcho é o "Rei da Companhia" no Galo.
O elenco uniforme, marcado pela humildade, no entanto,  também tem sua estrela. Em suas conversas com os jogadores nos bastidores, Dadá Maravilha não teve dúvida de que o camisa 10 do Atlético-MG é o ‘Rei da Companhia’. “Se falar que não tem estrela é mentira. A estrela, o rei, é o Ronaldinho Gaúcho e todos os jogadores humildemente se curvam, sabem que ele é o ‘Rei da Companhia’. Mas o Atlético-MG não depende só do Ronaldinho, já que ele não jogou em quatro partidas e o Atlético-MG fez no mínimo três gols por jogo. Lógico que com o Ronaldinho fica melhor, mas sem Ronaldinho o time também não se perde”.

Além do bom desempenho dentro de campo, o Galo também conta com um fator essencial para a ótima campanha neste início de temporada: a Arena Independência. Desde a inauguração, o Atlético-MG ainda não perdeu na nova casa, somando 31 jogos de invencibilidade. Localizado no bairro do Horto, em Belo Horizonte, o estádio ganhou uma música da massa atleticana, que sentencia “caiu no Horto, tá morto”. Velho conhecida dos fanáticos torcedores mineiros, Dadá Maravilha também destaca a sintonia entre os jogadores e o que vem das arquibancadas.

“A relação hoje é de eterno amor, porque a torcida está muito empolgada, está comparecendo em massa e está levando no grito, tanto que por aqui dizem que quem ‘cai no Horto, tá morto’. Então, quem cai no Independência, a tendência é de 99% de derrota. Porque o time do Atlético-Mg está jogando muito e com uma vantagem: está jogando com muita vontade e respeito ao adversário”, ressaltou o ídolo da 'massa' atleticana.

Apesar do convincente desempenho, o ex-atacante ressalva que ainda não tem nada ganho e o Galo deve encontrar dificuldades nos próximos confrontos. Utilizando seus tradicionais, Dadá acredita que não será nada fácil. “Deixando a modéstia de lado, eu falava que estava ‘mamão com açúcar’ quando tinha Dadá, porque no Dadá eu confiava 100%. O Dadá falava e cumpria. Em relação ao Atlético, eu coloco minhas barbas de molho”. Sem perder o bom humor, o ídolo do Galo vai além. “Melhor que Dadá Maravilha apenas Jesus Cristo. Então não tem como comparar Dadá a ninguém. Pelé, Garrincha e Dadá tinham que ser currículo escolar”.

Bruno Cantini/CAM
Invicto no Independência, o Atlético-MG conta com o apoio de sua torcida que já adotou o bordão "caiu no Horto, tá morto".
Ao comparar a atual Libertadores em relação a que disputou, em 1972, Dadá explica que hoje é mais fácil disputar este tipo de competição, já que fatores externos não interferem da mesma maneira. “No futebol de antigamente não valia só o que estava em campo, porque os juízes ‘metiam a mão’ para os argentinos, hoje não, quem estiver melhor ganha. Por isso que, na época, os brasileiros jogavam muito e não ganhavam. Hoje está mais fácil ganhar a Libertadores, pois basta ganhar no futebol”.

Com vasta experiência no esporte, o ex-atacante viveu os mais diferentes episódios no mundo da bola. Pela Libertadores, Dadá chegou a lembrar da eliminação para o Cruzeiro em 1976, quando atuava pelo Internacional. O ídolo do Atlético-MG classificou o confronto como um dos mais injustos da história do futebol, já que o Colorado dominou a partida amplamente, mas o goleiro Raul estava em dia inspirado. Em relação à bagunça da competição sul-americana no passado, Dadá Maravilha também tem história pra contar.

“Antigamente, os obstáculos eram maiores e os juízes roubavam mesmo. No primeiro jogo nosso, contra o Olímpia no Paraguai, saímos na frente e o juiz deu dois gols pra eles. Eu reclamei e o juiz me expulsou. Aí o massagista Gregório, disse: ‘ah Dadá, já que está uma bagunça, toma a camisa 15’. Eu estava com a 9, entrei com a 15, recebi a bola e mandei na trave. Apenas aí que os jogadores reclamaram com o juiz, dizendo que o 9 era o 15. Era uma bagunça”, concluiu.

Acervo/Gazeta Press
Ao classificar a atual Libertadores como mais fácil, Dadá não deixou de relembrar antigas histórias vividas.

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