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Atletismo/Bastidores - ( - Atualizado )

Maurren cogita parar antes de 2016 e espera apoio do “fofo” Juvenal

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

De acordo com Maurren Maggi, a falta de patrocinadores pode impedir sua presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016. Ela espera participar de uma reunião com Juvenal Juvêncio nesta segunda-feira para renovar o acordo com o São Paulo, clube que representou até o final do ano passado.

“Estou sem patrocínio. Amanhã tenho um encontro com o Juvenal. Ele é um fofo e tenho certeza que não vai me deixar desamparada”, afirmou Maurren, que costuma visitar o camarote do presidente são-paulino quando acompanha os jogos do time de futebol no Morumbi.

O São Paulo, defendido pelo lendário Adhemar Ferreira da Silva nos anos 1950, passou a apoiar Maurren, então campeã olímpica, em fevereiro de 2010 através de um acordo com a Sollys, mas a empresa resolveu não renovar o contrato, encerrado no final de 2012.

“Meu desejo é ir até 2016, mas se eu não tiver uma estrutura adequada, paro antes. Não vou ficar brigando contra o tempo. Seria injusto em relação à medalha que conquistei. Se algum clube me oferecer uma estrutura para chegar até 2016, sei que tenho capacidade. Mas preciso de estrutura. Sem isso, paro antes”, declarou.

Vitimada por uma lesão no quadril, Maurren não passou da fase classificatória dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e ainda sofreu uma lesão nos ligamentos do tornozelo esquerdo no começo desta temporada. Para chegar ao Rio de Janeiro-2016, a saltadora de 36 anos planeja se poupar nas próximas temporadas.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sem patrocínio, Maurren Maggi ameaça encerrar sua carreira antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016
“Ninguém acreditou quando fui campeã olímpica com 32 anos”, disse Maurren, dando a entender que enfrenta preconceito por sua idade – ela terá 40 anos na próxima Olimpíada. “Já tinham me aposentado, falavam que eu estava velha”, completou a brasileira.

O técnico Nélio Moura acompanha Maurren desde o começo da carreira da saltadora e lamenta a situação. “É uma pena, mas é a realidade. Ela não recebeu um único centavo em 2013. Já esperávamos que algo assim fosse acontecer, mas está demorando para surgirem alternativas e ela tem contas a pagar”, afirmou.

No último ciclo olímpico, Maurren também contava com os apoios da Companhia Energética de São Paulo (CESP) e da Caixa Econômica Federal, a última ligada à Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat). “Ela quer continuar se dedicando aos treinos como sempre se dedicou e esperamos que tudo se resolva”, disse Nélio.

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