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Futebol/Bastidores - ( )

Chineses veem em Zizao chance de estreitar laços com Brasil

João Victor Miranda, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Enquanto no futebol, Zizao ainda não impressionou nem ganhou muitas chances no Corinthians, no campo político, o jogador chinês continua sendo alvo da esperança de seus compatriotas para um afunilamento nas relações com o Brasil, quer no sentido cultural, quer na área comercial.

Além da chegada de Zizao, outro fator que é visto com bons olhos pelos chineses é a realização de grandes eventos esportivos no Brasil nos próximos anos, que devem aumentar o interesse dos povos entre si, bem como a presença de um futebolista em um grande clube daqui.

“Se nós (da China) procurarmos notícias sobre o Brasil e vice-versa, com certeza vamos achar. O problema não é a falta de informações, mas sim a falta de interesse no outro país. Como jornalista, meu papel também é fazer aumentar este interesse”, analisa Xingfu Zhu, jornalista do Shanghai Wenhui Daily.

Brasil e China comemoram em 2013, os 20 anos da assinatura do acordo bilateral de cooperação. Os resultados do acordo fechado pelo então presidente Itamar Franco podem ser vistos no mercado brasileiro de 2012, ano em que o maior alvo das nossas exportações foi a China, país também responsável pela maior parte de nossas importações.

Estes resultados podem crescer ainda mais na visão do embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, que acredita que a Copa do Mundo e as Olímpiadas, se bem aproveitadas, devem ser um incremento nos laços sino-brasileiros.

AFP
O Maracanã será palco das principais finais dos grande eventos esportivos dos próximos anos no Brasil
“Em 2014, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo e em 2016, as Olímpiadas, que nós já sediamos, há pouco tempo. Os países devem aproveitar este contexto para se beneficiarem reciprocamente, encaixando suas indústrias e comércio e fortalecendo suas relações de intercâmbio”, disse.

Jinzhang demonstra otimismo quando o assunto são as trocas culturais entre os países e aponta para um crescimento na curiosidade mútuo entre os povos.

“O interesse em aprender a cultura do outro país é cada vez maior. Mais brasileiros querem aprender mandarim e mais chineses querem conhecer mais do Brasil que samba, churrasco e futebol”, completou.

A correspondente do Diário do Povo da China no Brasil, Hai Lin Wang se surpreendeu com a grafia adotada pelos torcedores brasileiros, ‘Zizao’: “É assim: Chen Zhi Zhao”, corrigiu a repórter, que não entendeu a pronúncia do repórter e precisou de uma anotação em papel com o nome do jogador.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Zizao ainda não brilhou com a camisa do Corinthians, mas pode contribuir com a política internacional
Para a repórter, a presença do atleta no Brasil é extremamente positiva para o esporte e para a cultura dos países. O intercâmbio promovido com o primeiro jogador chinês de destaque em solo brasileiro pode contribuir para as relações diplomáticas.

“Ele está fazendo um grande trabalho aqui. A tendência é que o interesse do povo brasileiro na China só aumente, bem como o reconhecimento. Para o povo chinês é interessante que seus futebolistas façam esse intercâmbio. É bom também que brasileiro joguem no nosso país, porque futebol não é o nosso forte”, analisa.

Em pouco mais de um ano de Corinthians, Zizao jogou quatro partidas, quase o mesmo número de títulos que ganhou: três, sendo uma Copa Libertadores, um Mundial de Clubes e um Campeonato Paulista. Apesar do tempo que atuou, o chinês, com uma assistência e dois vídeos de paródia gravados, acabou tornando-se um dos jogadores mais populares do elenco do Timão.

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