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Futebol - ( - Atualizado )

Diretor financeiro do Timão vê arena viável mesmo sem Copa do Mundo

Marcos Guedes São Paulo (SP)

As cobranças do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, sobre o atraso das obras em Itaquera e a resposta de Andrés Sanchez -- ex-presidente do Corinthians, responsável pela construção do estádio -- transformaram a apresentação do relatório de sustentabilidade do clube em uma sabatina ao diretor financeiro alvinegro, Raul Corrêa da Silva.

Como Valcke ameaçou tirar a arena da Copa do Mundo de 2014 e Andrés rebateu com um “fique à vontade”, Corrêa foi insistentemente questionado sobre a viabilidade financeira do projeto sem a abertura do Mundial. Antes de qualquer resposta, fez questão de assegurar que o primeiro jogo da competição do próximo ano vai acontecer na zona leste de São Paulo: “A não ser que o mundo tenha acabado”.

Na sequência, o diretor financeiro procurou mostrar que o estádio não depende da Fifa. Ele admitiu, porém, que o preço oficial saltaria dos atuais R$ 820 milhões para “abaixo de R$ 1 milhão”, fruto da mudança dos moldes do empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e “principalmente dos impostos”.

O Corinthians conta com R$ 400 milhões em incentivos fiscais da Prefeitura de São Paulo ligados a investimentos na zona leste. E conta também com R$ 400 milhões do BNDES, valor que provavelmente mudaria, pois é o aprovado para estádios da Copa. “Faríamos outra linha de empréstimo, não seria esse o problema”, disse Corrêa.

Divulgação/Agência Corinthians
Estádio do Timão terá 48 mil lugares, com 20 mil assentos adicionais na Copa (foto: Marcos Favari)
O diretor repetiu ainda o que os dirigentes alvinegros vêm falando faz tempo, seguindo a linha definida por Andrés Sanchez. O argumento é que o Timão não resolveu fazer o estádio para o Mundial; apenas topou cedê-lo para a competição para servir cidade, estado e país.

“A obra está lá, 76% pronta, os funcionários estão trabalhando. Não foi hoje que o Corinthians resolveu fazer um estádio, devo ter umas 15 maquetes em casa. Aprendemos com os dirigentes do Barcelona a importância de ter um estádio, eles têm 98 mil pessoas por jogo. Com o Pacaembu limitado, já estamos obtendo resultados ótimos. O estádio vai trazer muito retorno”, afirmou Corrêa.

De acordo com a previsão do departamento financeiro do Timão, a arena em Itaquera vai render de R$ 65 milhões a R$ 70 milhões líquidos por ano. O marketing fala até em R$ 90 milhões, algo que deixa o clube tranquilo em relação à validade do investimento no estádio mesmo no caso de a Copa não ser aberta nele. “Mas nós vamos abrir a Copa.”

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