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Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Insatisfeito, Muricy admite erro tático e acha derrota bom resultado

William Correia e Helder Júnior São Paulo (SP)

A derrota por 2 a 1 para o Corinthians na primeira final do Paulista deixou Muricy Ramalho insatisfeito, e nem tanto pelo resultado. O técnico ainda enxerga que o Santos está jogando mal e até admitiu que sua escalação não teve sucesso no primeiro tempo, já que os atletas não transformaram a teoria em prática. Por isso, o placar não foi tão lamentado.

“Como não jogamos bem o primeiro tempo, o resultado não foi de todo ruim”, analisou o treinador, ciente de que, no próximo domingo, na Vila Belmiro, uma vitória por dois ou mais gols de diferença garante o tetracampeonato no tempo normal e triunfo por vantagem simples leva a decisão para os pênaltis.

Mas Muricy queria mais. O técnico armou um 4-4-2 com quatro volantes, Renê Junior, Marcos Assunção, Arouca e Cícero, ressaltando que os três times podiam fazer o time “jogar a bola” que faltava à equipe. Mas o que se viu foi um Santos acuado pelo Corinthians até o intervalo, isolando Neymar e Miralles no ataque e até se aliviando por só ter sofrido um gol, de Paulinho.

“Imaginamos uma coisa no futebol e acontece outra totalmente diferente. Calculamos na teoria e a prática é outra”, constatou. “Nosso primeiro tempo foi muito abaixo do que podemos. Nem marcamos nem jogamos. O time não prendeu a bola na frente, não acertou passe, colocamos gente para passar e ninguém passou... Simplesmente não jogamos. E o Corinthians jogou muito melhor.”

Djalma Vassão/Gazeta Press
Técnico justificou escalação com quatro volantes para time "jogar bola", mas Santos foi dominado pelo Corinthians
Mesmo a evolução no segundo tempo, com chute de Cícero na trave, grande defesa de Cássio em cabeçada de Neymar e gol de Durval, não foi suficiente. “No segundo tempo, melhoramos, pelo menos fizemos o goleiro deles trabalhas um pouco. Mas temos que jogar mais. Não dá para jogar só esse segundo tempo, tem que jogar mais. Ainda mais em casa”, cobrou.

O técnico, entretanto, avisa que não falta empenho a seus atletas. Tanto que nem deu bronca no intervalo. “Há jogos em que você precisa pegar duro porque sente o jogador muito apático por não ter se esforçado muito. Mas em outros você não pode pegar muito duro porque o outro time está te dominando e isso, em vez de ajudar, atrapalha”, explicou.

“Falei que precisávamos saber que o Corinthians estava melhor e precisávamos nos organizar melhor, agredir mais, adiantar a marcação. Abrimos o Felipe e o Neymar pelos lados e enfiamos o André para isso. Hoje (domingo), não era dia de porrada. Pode parecer que fizemos isso porque o time voltou aceso, mas só passamos força e nos organizamos taticamente”, indicou o técnico, que trocou Marcos Assunção e Miralles por Felipe Anderson e André para o segundo tempo.

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