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Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Já sem Kia, Verdão tenta encurtar período de camisa 'limpa' e lucrar

William Correia São Paulo (SP)

A partir desta segunda-feira, mesmo as camisas de treino do Palmeiras estarão mais limpas. O acordo com a Kia, prorrogado com valores insatisfatórios ao clube na última vez, se encerrou nesse domingo e o departamento de marketing corre contra o tempo através de um patrocinador máster que entenda ser lucrativo apoiar o time na Série B do Brasileiro.

A montadora sul-coreana, que iniciou patrocínio no ano passado, avisou em janeiro que não tinha condições de pagar o mesmo valor nesta temporada. Antes de reestruturar seu departamento de marketing, o presidente Paulo Nobre aceitou receber um valor inferior dos asiáticos até a data da final do Paulista, mesmo cedendo o mesmo espaço no uniforme.

Na manhã desta terça-feira, no Pacaembu, o Verdão apresentará uma nova camisa, baseada na usada pelo time campeão brasileiro em 1973, e deve atrair ainda mais o gosto dos torcedores por, como naquela época, não ter uma grande logomarca no peito, nas costas e na barra da camisa. Mas o clube trabalhar para encurtar essa lembrança ‘romântica’.

O diretor estatutário Paulo Gregoraci e o diretor remunerado Marcelo Giannubilo assumiram o marketing logo após o acordo com a Kia, e, principalmente por parte de Giannubilo, a impressão passada foi de que a extensão por R$ 500 mil mensais foi um erro, apesar de ter evitado problemas com a Adidas, que gastaria com um novo jogo de uniformes. A estratégia agora é buscar uma quantia bem maior, mesmo que, para isso, a equipe atue sem um patrocinador máster por algum tempo.

O que atrapalhou os anseios dos dirigentes foi a eliminação na Libertadores. A expectativa era de que o time passasse pelo Tijuana e, diante do Atlético-MG nas quartas de final, enfim tivesse uma partida no torneio continental exibida pela televisão aberta. Dessa forma, um lucrativo patrocínio pontual – válido só por alguns jogos – já seria costurado.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Último jogo com a Kia foi na derrota para o Tijuana, que frustrou intenção do marketing de aproveitar a Libertadores
Agora, os acordos de ocasião até podem ocorrer enquanto algo permanente não for definido, mas os diretores traçam três opções aos interessados: contrato de oito meses, visando só a Série B; contrato de um ano, até o fim do Paulista de 2014; contrato de 20 meses, com a possibilidade de a empresa pagar menos neste ano e desembolsar mais como parceira no centenário palmeirense, na próxima temporada.

Entre as marcas que pleiteiam expor sua marca no peito, nas costas e até na barra da camisa, espaços que eram da Kia, o departamento de marketing já confirmou o interesse do banco Itaú e Paulo Nobre faz questão de colocar a Kia como candidata, embora ninguém mais no clube acredite em uma renovação com a montadora.

O clube mantém segredo sobre os valores que pretende, mas fala-se até em dobrar o valor mensal de R$ 1,4 milhão que a Kia pagou em 2012, até mesmo somando a quantia a ser paga por uma empresa no peito e nas costas e outra diferente na barra da camisa.

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