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Futebol/Copa Libertadores - ( )

Juiz sai do Pacaembu escoltado e protegido com spray de pimenta

Marcos Guedes e Helder Júnior São Paulo (SP)

Carlos Amarilla teve a imediata proteção dos policiais no momento do apito final. Recebeu um cumprimento irônico de Tite, tomou banho e não saiu pelo local tradicional do Pacaembu. Precisou voltar ao gramado, onde recebeu nova escolta e entrou em um carro posicionado ao lado do tobogã.

Alguns repórteres o aguardavam para ouvi-lo sobre sua participação decisiva na partida entre Corinthians e Boca Juniors. Ignorou os jornalistas como fez com dois pênaltis para o Timão em campo e ainda contou com o auxílio de um policial, que afastou os profissionais de imprensa com um spray de pimenta.

Amarilla prejudicou bastante o Alvinegro, que havia perdido na Bombonera e precisava triunfar por dois gols de diferença para sobreviver na Copa Libertadores. Com o auxílio de Rodney Aquino -- filho de Ubaldo Aquino, árbitro que ajudou o Boca contra o Palmeiras em 2001 -- e Carlos Cáceres, errou em lances comuns e capitais.

O trio paraguaio anulou dois gols legítimos do atual campeão, um em cada tempo, e não apontou dois pênaltis em jogadas que envolveram Emerson. Ainda mostrou uma disposição clara para amarelar os corintianos -- foram três cartões por reclamação -- e conduziu a partida de maneira que facilitou o trabalho dos argentinos.

“Hoje não tinha jeito, cara. Ele encontraria uma forma”, reclamou o técnico Tite, incomodado também com a inversão de faltas. Não foram poucos os lances de disputa pelo alto com infração apontada na direção do gol alvinegro. Orión, que fez cera o jogo inteiro, não levou nenhum cartão.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Paulinho, um dos jogadores com gol anulado, diz a Carlos Amarilla o que achou de sua atuação

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