Futebol/Copa Libertadores - ( )

Kleina nega "cadeira cativa" a Prass e pode fixar Bruno como titular

Tijuana (México)

Há dez dias, Bruno substituía Fernando Prass e falhava nos dois gols da derrota para o Ituano. A informação de que o goleiro vindo do Vasco ficaria fora por, ao menos, seis semanas por conta de lesão no ombro esquerdo aumentou ainda mais a já existente desconfiança da torcida. Mas as atuações decisivas diante de Santos e Tijuana fazem Gilson Kleina cogitar deixar Prass no resto da temporada.

“Não se pode colocar cadeira cativa no time. Se o Bruno estiver melhor, todos terão que entender. O próprio Fernando, pelo grande goleiro que é, de caráter impar, vai entender. É assim que tem que ser: quem está melhor tem que jogar”, disse o técnico, que pediu a contratação de Prass exatamente por não ter se convencido da qualidade de Bruno e de Raphael Alemão na campanha do rebaixamento do Palmeiras no Brasileiro.

Bruno já é nome certo entre os titulares ao longo deste mês, mesmo no início da Série B do Brasileiro. E demonstra confiança de quem foi campeão da Copa do Brasil no ano passado sendo eleito o melhor de sua posição. “O Gilson sempre deixou isso muito aberto e sempre continuei trabalhando. Sei do meu potencial. E sei onde é o meu lugar”, falou o jogador, confiante.

As defesas decisivas no empate com o Santos na Vila Belmiro, mesmo em chutes com Neymar livre à sua frente, e também na grama sintética diante do Tijuana, nessa terça-feira, aumentam a confiança que o elenco tem em Bruno, um dos lideres do grupo. “O Brunão está bem, fazendo grandes defesas. Está nos ajudando muito. É o que precisamos”, agradeceu o capitão Henrique.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O goleiro deixou de lado as desconfianças das falhas na derrota do time em Itu e foi decisivo contra Santos e Tijuana
Bruno, independentemente de ser titular, já é apontado como exemplo de que trabalhar vale a pena. “Sempre falo para todos os atletas: a oportunidade não tem data para aparecer. Não sei quando cada um vai jogar, mas a preparação tem que ser diária, eles têm que trabalhar como se fossem jogar o próximo jogo”, comentou Kleina.

“Para o goleiro, não é uma situação de chegar, com ritmo, aquecer e entrar. Vem uma bola no chão, cruzada, uma cabeçada. Naquele jogo em que ele substituiu o Fernando, contra o Ituano, foi aquela bola com o vento. Mas conversamos muito com ele e ele demonstrou a todos que merece passar confiança”, prosseguiu o técnico.

O camisa 1, de novo, pode esperar de Kleina a chance de ter uma nova sequência como titular. “O Bruno tem toda a nossa confiança pelo seu trabalho. Os jogos contra o Santos e o Tijuana comprovam o seu treinamento. É jogador maduro e centrado, um atleta que merece”, ressaltou o treinador.

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